Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2007

Dr. Ribeiro e Castro - Presidente do CDS/Partido Popular

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de uma espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

   DIREITO À SAÚDE, DIREITO À VIDA

Há duas concepções no debate do aborto. Uma orientação ignora por inteiro a vida intra-uterina, ou porque a nega em absoluto, ou porque a desvaloriza ou apaga. E outra abordagem valoriza, afirma e protege essa vida da criança antes de nascer. A esta, que é a minha, vejo-a como uma visão moderna, avançada, inclusiva, integral, não discriminatória dos direitos humanos, por oposição à outra: uma visão ultrapassada, redutora e discriminatória.

Não creio que o futuro caminhe em sentido favorável ao aborto e contrário à afirmação universal do direito à vida, na sua plenitude e integralidade. Pelo contrário, encontramos guia nos progressos da ciência e da técnica – da genética, da fetologia, da embriologia e da medicina comum. De tal modo que, um dia (mais cedo do que tarde), quando, pela educação e por informação objectiva, toda a verdade da vida humana antes de nascer for franqueada e abertamente acessível a toda a gente, sem mais preconceitos de ideologia ou conveniência, não haverá qualquer lugar a ideias ou práticas, primárias, retrógradas e violentas, que só por ignorância ou obscurantismo podem subsistir.

Tomemos um simples exemplo. Hoje, além da mãe, também o bebé, muito antes de nascer, desde os primeiros tempos da sua gestação, é objecto de cuidados médicos cada vez mais completos. Pode mesmo ser objecto de intervenções destinadas a corrigir algum problema. É uma expressão do moderno direito à saúde, que a realidade torna cada vez mais evidente e mais extenso.

E de quem é esse direito à saúde? A quem pertence? À mãe? Ao pai? Não, é da própria criança, seu titular ainda antes de nascer, desde o exacto princípio do seu ser. Trata-se da sua própria saúde, do seu próprio bem-estar e do seu conforto, de lhe assegurar as melhores condições de gestação e de nascimento. Ora, este cada vez mais flagrante direito à saúde – direito social da criança antes de nascer – não é mais do que uma expressão do seu fundamental e flagrante direito à vida, assim escancarado ao tempo pleno da modernidade.

 

José Ribeiro e Castro

Presidente do CDS/Partido Popular


Publicado por mdl às 21:24
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