Terça-feira, 16 de Janeiro de 2007

Luís Romudas - 24 anos - Arroiolos

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de uma espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

Mais Cidadania Egosciente

"Pelos vistos a malta do Não! anda verdadeiramente empenhada nesta luta. Lançam livros, mandam postaizinhos todos catitas para casa, aparecem na televisão... Existem 15 movimentos "cívicos" pelo Não! e apenas 5 pelo Sim!. O que me leva à pergunta: mas afinal onde andarão os liberais?
Querem mesmo saber?

Os liberais, aquela gigantesca massa que irá votar Sim! em Fevereiro estão em casa. Em casa, pois. Não querem dar a cara. Têem vergonha que o mesquinho povo português pense que já abortaram ou pensam fazê-lo num futuro próximo. Não querem dar a cara porque a filha, a irmã ou a mulher viu-se obrigada a fazer um aborto clandestino e morreu devido à falta de condições. Não querem dar a cara por já terem recorrido a Espanha ou à garagem da vizinha enfermeira reformada e sofrem em silêncio. Não querem, nem podem, dar a cara porque já recorreram a um aborto clandestino e estão presas numa minúscula cela ao lado de verdadeiras criminosas, como se o calvário subsequente aos seus actos não fosse pena suficiente.

Pensarão os iluminados conservadores que um aborto, por mais bem feito que seja, não deixa mazelas? Deixa, sim. Tanto físicas como psicológicas. Mazelas das quais nunca se chega a recuperar totalmente. Agravando-se a situação quando é feito numa qualquer garagem.

Pensarão os doutos senhores do Não que qualquer mulher seja capaz de recorrer a um aborto de ânimo leve? Não, meus caros. O aborto contraria o mais básico dos instintos da mulher, e, por mais que forte que seja o seu espírito, ressentir-se-á. Mais tarde ou mais cedo.

Pensarão os respeitáveis senhores de família que irão votar Não que as práticas abortivas diminuirão se vencerem? Duvido muito. O estilo de vida do século XXI não permite. Nem as violações. Nem a eterna crise económica, nem a elevada taxa de desemprego.

Infelizmente, a conjuntura socio-económica das famílias do século XXI não permite que estas possam crescer naturalmente. Ou seja, este frenético estilo de vida do século XXI não permite sequer um nascimento não planeado e sem a mínima ponderação. Essa é que é a verdade.

Se vai dizer Não à interrupção voluntária da gravidez.
Diga também Não à dignidade e à saúde da mulher.
Diga também Não ao direito à vida da mulher."

Luís Romudas 24 anos Arraiolos Desenhador


Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2007

Cláudio Anaia - Deputado PS

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de uma espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

Todos sabem qual a minha posição. Sou a favor da VIDA e terminantemente contra o ABORTO! Não se trata de uma questão política, religiosa nem de saúde. Trata-se de Direitos Humanos, de um ser que não se pode defender... afinal... tal como qualquer bebé fora da barriga da mãe nos primeiros anos de vida. Trata-se de um feto que não é um apêndice que se possa retirar apenas porque sim... porque apenas é conveniente e dá jeito à mulher.
Para quem não conhece ou não se lembra, no Julgamento de Nuremberga, os alemães diziam não ter responsabilidade no extermínio dos judeus, porque se tinham limitado a cumprir a lei. Curiosamente, nesses julgamentos os abortos feitos nos campos de concentração foram considerados CRIMES CONTRA A HUMANIDADE! Que estanho, não?

Não posso, em consciência, deixar este assunto em branco! O juramento de Hipócrates, feito pelos médicos, diz: "Guardarei respeito absoluto pela vida humana desde o início, mesmo sob ameaça." Afinal... na IVG quem está sob ameaça de morrer? A mãe, ou o filho?

MAS TEMOS DE ACABAR COM O ABORTO CLANDESTINO....

Claro! Mas despenalização não ajuda em nada à sua abolição. Os números provam que em praticamente todos os países, após a despenalização, não só aumentaram bastante o aborto legal, como não diminuiu o aborto clandestino, pois a lei não combate as suas causas.

A diminuição do aborto passa por medidas reais e positivas de combate às suas causas (pela prevenção através da educação sexual e da educação para uma sexualidade responsável, pelo apoio real às mães grávidas em dificuldade, etc.).

MAS A MULHER NÃO TEM O DIREITO DE USAR O SEU CORPO?
A mulher não tem o direito de dispor do corpo de outro. O bebé é um ser humano único e irrepetível, diferente da mãe e do pai, com um coração que bate desde os 18 dias (quando a mãe ainda nem sabe, muitas vezes, que está grávida), com actividade cerebral visível num electroencefalograma desde as 6 semanas, com as características físicas e muitas características da sua personalidade futura presentes desde o momento da concepção.

A suposta solução dos problemas dum ser humano não pode passar pela morte doutro ser humano. Esse é o erro que está na base de todas as guerras e de toda a violência. A mulher em dificuldade precisa de ajuda positiva para a sua situação. A morte do seu filho será um trauma físico e psicológico que em nada resolve os seus problemas de pobreza, desemprego, falta de informação, etc.…

Deixo-vos algumas questões para ponderarem...
Com liberdade, respondam a estas 10 perguntas. No final, somem os "Sim" e os "Não". Teram descoberto, através deste Exercício de Amor, qual o sentido de voto que a sua consciência lhe pede.

1 - À uma mulher com dificuldades na vida, é a morte do filho que a sociedade oferece?
2 - Liberalizar o aborto torna a sociedade solidária?
3 - A mulher é mais digna, por poder abortar?
4 - Uma sociedade que nega o direito a nascer, respeita os Direitos Humanos?
5 - É maior o direito da mãe a abortar, do que o direito da criança a viver?
6 - Sem razão clínica, abortos são cuidados de saúde?
7 - Concorda que a saúde de outras mulheres fique à espera? (para que o aborto se faça até às 10 semanas)
8 - Aborto "a pedido da mulher". Há filho sem pai?
9 - Quem engravida gera um filho. Mata-se o filho?
10 - É-se mais humano às 10 semanas e 1 dia do que às 10 semanas?


Sábado, 13 de Janeiro de 2007

Mário Margaride - 55 anos - V.N.Gaia

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de uma espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

A discussão á volta do referendo sobre a despenalização do aborto. Tem sido por parte dos defensores do não, manipulada, e desvirtuada.

Enfatizando a questão da vida, ou não vida do feto, mesmo antes de o ser. Quando o que está em causa, é pura e simplesmente, incorporar na lei vigente, as restantes interrupções da gravidez até às 10 semanas, descriminalizando-as.

Tão simples como isso!

Ou será, que para os defensores do não, as excepções actuais que a lei consagra, não são também vidas humanas?

Deixemo-nos de hipocrisias, e manipulações, sejamos honestos!

 

MÁRIO MARGARIDE - 55 anos- Vila Nova de Gaia 


Publicado por mdl às 23:54
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Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2007

Celestino Neves - Reformado - 58 anos Valongo

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de uma espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

Antes de mais, parabéns pelo exemplo de abertura que dão, ao colocarem o vosso espaço disponível para um debate aberto (o facto de a esmagadora maioria das mensagens recebidas ser (para já) maioritariamente a favor do NÃO, não vos pode ser imputado!)

Como já toda a gente disse, o problema das DESPENALIZAÇÃO DA INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ ATÉ ÀS DEZ SEMANAS... - porque é só disso que trata o referendo e não de qualquer processo de "liberalização" - é um problema transversal (toca em todas as sensibilidades políticas e religiosas, num e noutro sentido). Basta analisar por exemplo, os resultados daquela sondagem que está a ser divulgada pela TVI e que dá no seio do eleitorado do CDS/PP, a maioria a favor do SIM - eu sei que é "apenas" uma sondagem!

Não se justifica portanto aqui - nunca se justifica aliás - iniciar nenhuma "cruzada" contra ninguém, porque correríamos sempre o risco de encontrar na frente das nossas "armas", caras conhecidas e amigas e até eventualmente, familiares nossos!

Achei um "mimo" de ternura naif o post publicado no vosso Blog pelo Dr. Miguel Reis Cunha - que aliás comentei...

"...o problema só teria relevância, se estivéssemos na Etiópia ou no Bangladesh..."

"...estamos em Portugal, que ainda tem um sistema de Segurança Social razoável..."

E depois, vem aquela "delícia" de frase:

"...perguntei à senhora, como era possível ter tantos filhos naquelas condições... e ela respondeu com um sorriso de orelha a orelha: graças a Deus, tudo se cria..."

Pois é, mas o Dr. (naquela altura ainda futuro Dr. ...) esqueceu-se da pergunta seguinte – e óbvia: "...mas nunca pensou em usar nenhum método de planeamento familiar?!

Sabe o Dr. – sabem os meus caros amigos – qual seria a resposta mais provável?

“Credo!  Claro que não!  ... O senhor abade tem-se fartado de dizer que isso é um grande pecado, que devemos aceitar todos os filhos que Deus nos dá!"

Esta é a força do "lobbie" religioso" - e não apenas católico!...

São muitos séculos de "catequização" - no sentido negativo do termo - a ameaçar com o fogo do inferno quem não pensa como nós.

E olhem, que quem vos fala, é católico praticante e não deixa de reconhecer o enorme papel que a Igreja Católica tem desempenhado e continua a desempenhar no auxílio aos mais desprotegidos - basta olhar para a dimensão da sua Obra Social espalhada por todo o mundo...

Só que, nem em relação aos nossos pais, devemos abdicar do nosso sentido crítico!

 

      CELESTINO NEVES - Ref. da Função Pública, 58 anos - Alfena, Valongo


Dr.ª Júlia Rodrigues - Mirandela

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de uma espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

Despenalização em Referendo

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Segundo as estimativas, cerca de 20 mil mulheres por ano, têm a necessidade de interromper uma gravidez que não desejam ou não podem prosseguir. As razões individuais para esta opção, não são conhecidas, variando de mulher para mulher. Tantas vezes é a única solução e a mais difícil das opções. Se, porventura, a medicina pudesse garantir uma contracepção 100% eficaz e só ocorresse uma gravidez quando desejada e planeada, os cidadãos não teriam que votar o referendo da Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, agendado para o próximo dia 11 de Fevereiro. Nesta matéria, o actual estado de coisas, merece a nossa atenção e reflexão sobre o que vamos votar, como vamos votar e porque devemos ir votar.

Existem opiniões distintas e há até quem considere não ser matéria própria para referendar. Criam-se argumentos de defesa e ataque que favorecem o desconhecimento, a incompreensão e o extremar de situações reais.

Apesar de ser usual dizer-se que “Cada um sabe de si…”, devemos exigir ao poder político a obrigação de proteger e proporcionar aos cidadãos o direito de opção, o acompanhamento em segurança de ocorrências na saúde das populações e de garantir a prevenção da ocorrência de danos irreparáveis na saúde física e psíquica de mulheres que, escapando à ilegalidade, recorrem a uma de duas soluções. No caso de terem recursos financeiros, recorrem a clínicas privadas, especialmente em Espanha ou, em alternativa, correm o risco de um único momento, de possível retorno à vida da mulher, poder representar a sua morte. É um drama social, representa um risco para a saúde pública, mantém o aborto clandestino e não garante a vida. Se pensarmos o que mudou em Portugal desde 28 de Junho de 1998, data do último referendo, concluímos que os problemas que estão na base da necessidade da interrupção de uma gravidez indesejada não foram resolvidos e que os movimentos criados, a favor e contra a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez têm responsabilidades especiais na defesa da consciência e da vida. Os valores de consciência e de vida são universais e incontestáveis tal como é a dignidade e a igualdade de oportunidades. O que vamos votar é a possibilidade de alargar as situações em que a interrupção voluntária da gravidez é descriminalizada, deixando de ser punível com pena de prisão até 3 anos.

               Dr.ª Júlia Rodrigues - Presidente da Com. Política do PS/Mirandela


Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2007

Rectificação

Temos recebido vários e-mails a darem nos conta do desagrado à cerca de apenas termos postado artigo que estão claramente do lado do Não. No entanto os artigos que tem chegado apenas são apologistas do Não, por isso deixo aqui mais uma vez o apelo que se quiser expressar aqui a sua opinião ou a favor do Sim ou do Não enviem o texto para pormirandela@hotmail.com   com nome, idade, localidade e profissão. Os textos serão aqui expostos por ordem de chegada e desde que a linguagem não seja ofensiva. Aproveito também para apelar ao voto no nosso inquérito, por forma a sentirmos o "pulso" aos nossos visitantes. A todos os que já enviaram textos, e têm sido alguns, e aos que já responderam afirmativamente a esta iniciativa o nosso Muito Obrigado!

R.T.L .


Publicado por mdl às 23:45
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Dr. Miguel Reis Cunha - Advogado 35 anos - Faro

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de uma espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

E, Porque Não?

A questão do elevado nível de abstenção que se verificou no último referendo sobre o aborto, em 1998, teve, a meu ver, mais com o facto deste ser um assunto incómodo e sobre o qual os portugueses preferem não se pronunciar, do que propriamente com o apelo da praia.

Gostaria, porém, de me debruçar um pouco sobre alguns dos argumentos dos que defendem o “sim” a favor da liberalização do aborto, sem quaisquer tipo de restrições até às 10 semanas de gravidez.

Antes demais há que esclarecer um ponto que, nas últimas semanas, ouvi muita gente a falar e que nada tem a ver com o objecto do referendo do próximo dia 11 de Fevereiro. Ouvi pessoas dizerem que vão votar no “sim” porque acham que se uma mulher tiver sido violada, deveria ter o direito de abortar. Ora, desde há vários anos que o aborto é legal, em casos de mal formação do feto ou em casos de violação e ainda se se mostrar indicado para evitar perigo de morte ou de grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida e for realizada nas primeiras 12 semanas de gravidez. Isto tudo já está previsto no artigo 142º do Código Penal e, a meu ver, com um âmbito já bastante alargado, permite que a mulher grávida sem sofrer qualquer penalização possa praticar o aborto em estabelecimento de saúde público ou privado.

A pergunta que está em causa no próximo dia 11 de Fevereiro e a cuja resposta todos seremos chamados a dar é se Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?. Ou, por outras palavras, se concorda com o aborto livre até às 10 semanas.

Em favor do sim a esta pergunta ouvi já várias pessoas (curiosamente todas relativamente bem na vida)  referirem que acham bem que se estabeleça o aborto livre porque “se um casal já tiver 2 filhos e não tiver que dar de comer ao 3º, é melhor que o 3º não nasça”.

Trata-se de um argumento que eventualmente poderia ter alguma relevância se estivéssemos na Etiópia ou no Bangladesh ou num desses países mais pobres. Mas, caramba, estamos a falar de Portugal que ainda tem um sistema de segurança social razoável e onde o sistema de adopção tem vindo progressivamente a melhorar quer em tempo, quer em eficácia. A este propósito, lembro-me de, nos meus tempos de universitário, em visitas que se fazia a bairros de Lisboa de gente mais necessitada, ter estado na casa de uma senhora que tinha 6 filhos e tanto ela como o marido tinham uma situação económica muito precária. Lembro-me que, durante a visita, os miúdos brincavam alegremente em nossa volta, aparentando um estado saudável e quando perguntei à senhora como era possível ter tantos filhos naquelas condições, ela respondeu-me com um sorriso de orelha a orelha “Graças a Deus, tudo se cria”.

Verifica-se, pois, que o Estado e a sociedade civil têm meios, mais ou menos eficazes, para acolherem e apoiarem essas crianças que possam nascer em meios economicamente mais necessitados, de forma a tornar realidade o disposto no artigo 13º da Constituição, que diz que todos temos direitos iguais e, portanto, ninguém pode ser objecto de morte antes de nascer só pelo simples facto de  ser pobre. Tal situação equivaleria à consagração legal da desigualdade social à qual a Esquerda, grande fã do aborto livre, deveria ser supostamente contra.

            Recentemente outro argumento a favor do “sim” chocou-me profundamente. Um senhor de um dos movimentos pelo “sim”, no momento da entrega das assinaturas no CNE para respectiva legalização, dizia convicto nas câmaras da televisão que o aborto iria ser financeiramente rentável para o Estado porque, embora se fossem gastar dinheiros públicos, com a prática do aborto em hospitais, o que é certo é que o Estado iria poupar dinheiro na medida em que ao não nascer, seria menos uma pessoa a fazer despesa, no futuro ao Estado. Curiosamente, numa das últimas edições da revista “Visão”, cujo título é “Vencer na Vida” contam-se precisamente muitas histórias de homens e mulheres de origem humilde que triunfaram na vida e hoje dão o seu contributo para o mundo onde vivem. Deveriam ter sido abortadas, talvez?

            Nenhuma mulher que tenha praticado aborto até agora teve que cumprir qualquer pena de prisão. Os que não vêm a luz do sol, esses nem sequer levam pena de prisão, para eles é mesmo a pena de morte...

Na prática, tudo se resume a uma questão de prudência, antes e de generosidade, depois.

Miguel Reis Cunha – Movimento Algarve Pela Vida


Roberto Reis - Açores

 Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de uma espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

Ilusões à Venda

É uma ilusão que a "despenalização" / desculpabilização do aborto vai acabar com o aborto clandestino.

 

É uma ilusão que o que desejam é defender as mulheres, quando o que resulta da sua ideia, é exactamente aumentar o perigo das condições físicas e psíquicas das mulheres.

 

É uma ilusão tentar afirmar que até às 10 semanas de gravidez, uma mãe ainda não tem um filho no seu ventre.

 

É uma ilusão dizer que o que pretendem não transforma o aborto num método contraceptivo.

 

É uma ilusão dizer que se deve abortar devido ás condições económicas da mulher.

 

É UMA ILUSÃO DIZER QUE VOTAR SIM AO ABORTO, CRIA UMA MELHOR VIDA,

Não fosse o aborto tão simplesmente igual à morte.

 

*Nota*: Dicionário de Língua Portuguesa On-line

 

ILUSÃO s.f. - engano dos sentidos ou da inteligência; errada interpretação de um facto; pensamento quimérico; coisa efémera; utopia; fantasia; efeito artístico que produz ou procura produzir a impressão da realidade.

 

Roberto Reis – Movimento Açores Pela Vida


Engº Henrique Pedro - Vale de Salgueiro - Mirandela

 Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de uma espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

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Não à morte da Esperança! Não ao aborto do Futuro!

Esta é a perspectiva de um cidadão, não arregimentado, que não se exime de cumprir o dever cívico e político de votar!

Por mais escarmentado que esteja com a astúcia dos maus governantes que se utilizam de actos eleitorais para, desvirtuando o poder democrático, disfarçar a sua própria incompetência, legalizar negócios imorais e mesmo dissimular verdadeiros crimes.

Nas modernas sociedades, civilizadas e democráticas, todas as mulheres, em idade fértil, de qualquer raça ou religião, credo político ou estrato social, poderão protagonizar actos sexuais, com parceiros masculinos, de qualquer idade, credo político, ou estrato social. Natural será, portanto, que possam engravidar.

Os actos sexuais livremente assumidos, entre homens e mulheres praticam-se por mero prazer, por amor, ou como forma de vida. Nas sociedades modernas, civilizadas e democráticas, os Estados, e todas as instituições democraticamente estabelecidas, promovem a consciencialização cívica plena, que comporta a responsabilização cível, bem como a sanidade de hábitos, usos e costumes, de todos os cidadãos.

 Os ensinamentos e métodos conducentes à prática sexual segura e limpa, chegam hoje a todos os cidadãos, veiculados pelos múltiplos e poderosos meios de comunicação, e os produtos mais adequados estão alcance de todas as bolsas em centros comerciais, farmácias ou meras casas de banho. Ou são distribuídos gratuitamente pelos órgãos do Sistema Nacional de Saúde. Daí que possamos afirmar que, hoje em dia, a mulher só engravida porque o deseja, porque se desleixa ou porque a tal é forçada.

Por outro lado, são múltiplos e diversificados os argumentos utilizados por aqueles que são pró ou contra o aborto: científicos, sociais, políticos, económicos, morais, religiosos e médicos, podendo ser facilmente manipulados ou desvirtuados. A maior parte deles são, todavia, incompreensíveis para a maioria dos cidadãos que decide.

Acresce que, criar um filho que não foi planeado ou desejado, comporta os mesmos incómodos e riscos, para pais e famílias, que aqueles que o filho planeado e desejado, comporta! Assim o nascimento seja assumido!

Em Portugal é já legal abortar, desde 1984, nas situações em que:

- A saúde ou a vida da mãe estão em risco;

- Há malformação do feto;

- Aconteceu violação.

O referendo de 2007 propõe que a mulher possa abortar, até às dez semanas, sem ter de apresentar qualquer razão, nos hospitais públicos ou nas clínicas privadas. Indiferentemente de ter sido violada, de correr risco de vida, de haver malformação do feto, ou de apenas ter sido descuidada ou desleixada!

Mas uma criança é sempre uma esperança, uma promessa de futuro, um potencial herói, santo, artista, operário; um cidadão útil! Independentemente das circunstâncias em que foi gerada!

Assim sendo, porquê não deixar as coisas como estão! Porquê eximir as mães, os pais, as famílias, a sociedade em geral, das responsabilidades, riscos e incómodos inerentes ao acto sublime do Nascimento e da Criação? Porquê promover o desleixo, a irresponsabilidade, a impunidade?

Porquê matar a Esperança? Porquê abortar o Futuro?

 

Eng.º Henrique Pedro - Vale de Salgueiro-Mirandela

Começamos hoje a publicar todos os artigos que nos vão chegando através do e-mail pormirandela@hotmail.com


Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2007

Referendo ao Aborto

Como Movimento Cívico que somos, a questão do Aborto não nos poderia passar ao lado. Este movimento esteve ontem reunido com os membros da coordenaçao do movimento e por não se conseguir chegar a um consenso, e por entendermos que esta é uma questão sensível, resolvemos não participar activamente na campanha do SIM nem do NÃO. Resolvemos abrir este espaço do Movimento ao público para que possamos contribuir para o debate de ideias e a troca de argumentos dando assim o nosso contributo de cidadania. Por isso caso esteja interessado em ter a sua opinião expressa aqui, envie-nos o seu texto com nome (primeiro e último)  idade e a sua localidade para pormirandela@hotmail.com . Os artigos serão publicados por ordem de chegada e sempre que estejam identificados e a linguaguem utilizada não seja ofensiva.

Movimento Cívico Por Mirandela, o espaço da cidadania por excelência.


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