Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2007

Capoulas Santos - Euro Deputado

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de um espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

  PELO SIM, COM SERENIDADE E ELEVAÇÃO

 Em primeiro lugar, queria agradecer o convite que este Movimento me fez, na pessoa do meu amigo, Rui Tulik o qual saúdo pela excelente ideia.

A clandestinidade e a humilhação a que estão sujeitas as mulheres portuguesas que se vêm obrigadas a interromper voluntariamente a gravidez não são de modo nenhum compatíveis com o modelo sociedade que em que vivemos.

 

A criminalização da IVG, nos termos em que está contemplada actualmente na legislação portuguesa, é tão absurda como o seriam hoje a manutenção de disposições legais que proibissem o exercício do direito à greve ou a liberdade de expressão ou de associação.

 

As dificuldades que tenho sentido em explicar no Parlamento Europeu o contexto politico em que está a decorrer, em Portugal, a campanha para o referendo de 11 de Fevereiro e os argumentos utilizados por alguns sectores do "Não" só são comparáveis com as que tive quando expliquei aos meus filhos certos aspectos da sociedade portuguesa em que vivi antes do 25 de Abril de 1974.

 

Estou absolutamente convicto da vitória do SIM. A sociedade portuguesa evoluiu muito e o contexto político actual difere muito do de há quase dez anos atrás.

 

Não duvido assim que, quando couber aos meus filhos descrever aos seus este aspecto da sociedade portuguesa de antes de 2007, não deixarão de ser confrontados com as mesmas expressões de espanto e incredulidade que eles manifestaram quando ouviram descrever o Portugal ainda tão próximo e paradoxalmente tão distante que nós, hoje, quase duvidamos que possa ter existido.

 

Não me parece necessário repetir todos os óbvios argumentos que me levam a votar SIM no próximo dia 11 porque estou certo de que a maioria dos portugueses já tem há muito a sua decisão amadurecida.

 

O que me leva a assumir este publico testemunho pelo SIM é a obrigação que sinto de dizer que estou presente em mais uma batalha que estamos a travar para continuar a integrar Portugal no espaço civilizacional que é o seu.

 

Tenho esperança de que, somado ao de muitos e de muitas, este meu simples acto de participação nesta campanha "sui generis" que gostaria pudesse ser serena e esclarecedora, será um contributo mais para derrotar, não os defensores do "Não" porque esses já o tempo derrotou, mas o único adversário que devemos temer: a abstenção.

Vencê-la-emos se formos capazes de conduzir até ao fim uma campanha tão elevada quanto o é a nossa razão.

 

        Capoulas Santos

     (Deputado Europeu)


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