Sábado, 15 de Setembro de 2007

Estaremos Presentes

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Publicado por mdl às 23:22
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Terça-feira, 10 de Julho de 2007

Movimento no HI5!!

O Movimento Cívico na senda das novas tecnologias. Para facilitar e alargar a nossa plataforma de acesso e divulgação aderimos ao HI5 tendo por isso uma página neste conhecido motor de perfis. Por isso se és membro do hi5 , junta-te a nós e adiciona-nos como amigos. Se não és membro, regista-te em www.hi5.com e cria o teu perfil.

Para melhores acederes ao nosso perfil clica em http://pormirandela.hi5.com/ ou procura pelo nosso e-mail pormirandela@hotmail.com

Adiciona e Divulga!

Movimento Cívico Por Mirandela, por uma única causa: Por Mirandela.


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Quinta-feira, 24 de Maio de 2007

Dia da nossa Cidade

MIRANDELA CIDADE 23 anos ....... 25 de Maio

 

 Hoje, 25 de Maio é o dia da cidade.

Feriado Municipal pela elevação a cidade.

O Movimento Cívico não poderia deixar passar em branco este dia. Hoje faz 23 anos que o sonho de Mirandela mereceu um novo capítulo. Em 1984, ninguém sonhava o que Mirandela poderia vir a ser 23 anos depois, mas no entanto, passadas mais de duas décadas, Mirandela ainda tem problemas essenciais e por isso o Movimento Cívico foi criado para podermos dar o nosso contributo totalmente desinteressado mas sempre atento e por uma única causa, POR MIRANDELA.

O Movimento Cívico Por Mirandela, aproveita para cumprimentar neste dia todos os mirandelenses e em especial todos aqueles que por razões da vida se ausentaram da cidade mas vivem com ela com o coração.

* Este belo logotipo, foi gentilmente "retirado" do site de referência da cidade aproveite e visite www.mirandela-online.net


Publicado por mdl às 22:53
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Quarta-feira, 4 de Abril de 2007

Vamos debater o nosso concelho.

 "De Olho no Concelho"

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O Movimento Cívico Por Mirandela, lança a iniciativa "De Olho no Concelho". No nosso blog, pretendemos debater os aspectos bons e menos bons da cidade. Vamos dar voz aos cidadãos para que nos mostrem os seus pontos de vista. Este será o espaço de debate sobre as grandes questões do nosso concelho. Contamos com o seu contributo. Se desejar ver aqui o seu ponto de vista, denunciar uma situação, fazer alguma crítica, elogiar algum aspecto ou simplesmente deixar a sua mensagem, envie para pormirandela@hotmail.com  com nome e idade. Caso pretenda, pode comentar os pontos de vista, e dar o seu contributo para o exercício de cidadania votando nos dois inquéritos e deixando o seu comentário sobre as votações.


Segunda-feira, 2 de Abril de 2007

Alerta - Criança de Mirandela necessita de Medúla Ossea

Com apenas 10 meses de vida a pequena Andreia, de Mirandela, necessita de um transplante de medula para fazer face a um tumor detectado ainda no primeiro mês de vida.
Os pais e o irmão da criança, não são compatíveis e as esperanças estão agora depositadas numa recolha de sangue que vai acontecer em Mirandela no próximo dia 28.
 A pequena Andreia nasceu na maternidade do hospital de Mirandela, mas com apenas um mês de vida foi internada no Hospital de S. João, no Porto, com um tumor, denominado de histiocitose com atingimento intestinal, cutâneo e medular que já obrigou o seu pequenino corpo a três ciclos de quimioterapias. Está sem defesas, teve várias infecções e vai precisar de um transplante de medula óssea.

A vida da Andreia pode depender, deste transplante de medula óssea. Os pais e o irmão, de dez anos, já fizeram exames, mas não são compatíveis. A esperança do casal reside numa recolha de sangue que vai acontecer no dia 28 de Abril, no quartel dos Bombeiros Voluntários de Mirandela. A transplantação de células da medula óssea não envolve qualquer procedimento cirúrgico.

Tanto a colheita como o transplante de medula não são processos dolorosos. Caso seja encontrado um dador compatível, as células são recolhidas através de uma colheita especial de sangue e fornecidas ao doente, como uma transfusão. Esta é uma situação que transformou por completo a vida deste casal.

João Gomes é funcionário num estabelecimento comercial de Mirandela e todos os fins-de-semana desloca-se ao Hospital de São João no Porto, onde a esposa está há nove meses.

Come, toma banho e dorme num cadeirão naquela unidade de saúde. A esperança de salvar a pequena Andreia está agora depositada na recolha de sangue a realizar em Mirandela, dia 28.

In Rádio Brigantia www.brigantia.net

 

O Movimento Cívico pede a todos aqueles que nos visitam que divulguem este pedido para podermos ajudar a Andreia.

 

Hoje pela Andreia.

Amanhã por si!

 


Publicado por mdl às 23:11
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Sábado, 10 de Fevereiro de 2007

Resultados ON-LINE!

No Domingo, logo após o fecho das urnas, vamos revelar, os resultados no concelho de Mirandela, assim que eles forem sendo oficializados. Por passe por cá, neste espaço que é seu!  Aproveite e vote no nosso inquérito!


Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

Rui Tulik Lopes - Presidente do Movimento Cívico Por Mirandela

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de um espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

 SIM OU NÃO, MAS VOTE! 

Em primeiro lugar, queria agradecer ás centenas de pessoas, que nos enviaram as suas palavras sobre o referendo do próximo dia 11 de Fevereiro. Penso, que tenha sido um excelente contributo para a clarificação de argumentos, para que, os portugueses possam decidir em consciência.

Foram várias as personalidades políticas de âmbito regional e até nacional que participaram neste espaço de cidadania que aqui foi criado. O Movimento Cívico, orgulha-se de poder ter sido referência em vários sites e jornais como exemplo de organização para o esclarecimento e para o espaço de debate de ideias. Como Presidente do Movimento Cívico, desde já muito obrigado!

Mas, este assunto, é muito delicado e importante para a sociedade portuguesa. Pessoalmente, irei votar SIM, por diversas razões. Porque entendo que a liberdade individual da mulher não está consagrada na actual e lei. Voto SIM, porque alguns dos argumentos pelo NÃO, não são justos e verdadeiros. Tenho pena que, entre várias personalidades, Bagão Félix, da plataforma Não Obrigado, tenha tido intervenções no mínimo básicas e irreflectidas, sim irreflectidas porque um ex ministro, político activo que nada fez para mudar a actual lei, venha agora falar que a pergunta é enganosa, que tem de se criar políticas pró-natal. Depois, considero de muito mau gosto, quando o Professor Gentil Martins, defensor do NÃO, disse que o problema desta lei era que nenhuma mulher foi presa, e que muitas mereciam estar atrás das grades. Estes comentários no meio de tantos não contribuíram para a elevação que tanto se pediu para o debate deste referendo. E a principal razão do meu voto ser SIM, é porque com esta lei, a mulher que pensa em abortar, não tem como fazer uma análise, se deve ou não abortar. Ou seja, com a nova lei, se a mulher entender abortar, pode, se ela entender parar para pensar, tem com quem falar, de forma livre e sem que para isso tenha de ser discriminada. Poderia estar, aqui mais umas horas para dar mais algumas razões, para o voto no SIM, mas queria aqui deixar um apelo a todos os que passam por este blog. Quer vá votar SIM ou NÃO, vá votar, exerça o acto “sagrado” que o 25 de Abril nos deu de forma livre, vamos participar na vida do nosso país. Vote!

 

 Rui Tulik Lopes

 Presidente do Movimento Cívico Por Mirandela


Publicado por mdl às 00:18
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Manuela Augusto - Pres. Mulheres Socialistas

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de um espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

img102/7140/msfe4.jpg            Pelo Sim!

No próximo Domingo, à pergunta que nos é colocada no referendo, responsavelmente, responderei SIM!

                                                 

Sim, pela democracia, Sim, pela dignidade, Sim, pelo respeito que a consciência individual das mulheres e dos homens nos merecem!

 

Estamos a um passo de mudar uma lei injusta e desajustada, que deixou de conter em si mesma o sentido da justiça, razão crucial e indispensável para ser credível e respeitada.

 

Uma lei que empurra as mulheres para o aborto clandestino e que ainda as julga e condena, humilha e penaliza!

 

Uma lei que coloca as mulheres à mercê da denúncia, do medo, da vergonha e do risco, deixou de cumprir a sua função!

 

O Código Penal, as leis, a justiça devem ajustar-se aos valores civilizacionais que a consciência social e o senso comum das cidadãs e dos cidadãos aceitam como válidos e defensáveis.

 

Podem, então, o estado e a sociedade julgar e condenar uma mulher que não consegue ou não pode assumir uma gravidez que não desejou e que, numa decisão sempre difícil, interrompe essa gravidez até às dez semanas de gestação?

 

Pode o estado, pode a sociedade manter uma norma no código penal desajustada, uma norma injusta e ineficaz que penaliza, enxovalha, expõe e devassa a intimidade destas mulheres, dos seus companheiros, dos seus filhos, da sua família?

 

É tempo de dizermos BASTA!

 

É tempo de mudar esta lei, é tempo de votarmos Sim!

 

A sociedade, o estado, o legislador não podem ignorar os mais de 18 mil abortos clandestinos que se fazem, em Portugal, todos os anos, em condições social e clinicamente desiguais, em face de realidades distintas.

 

Não podemos fazer de conta que não sabemos que, por ano, cerca de 4 mil mulheres portuguesas vão a Espanha, para interromper uma gravidez que não conseguem levar por diante, uma decisão sempre dolorosa e muito ponderada, mas realizada em condições dignas e seguras.

 

Longe do ferrete do crime e do julgamento, da vergonha, da devassa.

 

Não podemos fingir que não sabemos que outras mulheres, porventura as mais pobres e desprotegidas, se sujeitam a tudo o que a clandestinidade comporta, às consequências tantas vezes irreversíveis para a sua vida, ou para o seu futuro, para a sua fertilidade e para a maternidade desejada.

 

Ao votarmos Sim, estamos a dizer que não pactuamos mais com esta injustiça e desigualdade social, com esta clandestinidade, nem com alguns dos interesses que a suportam.

 

É tempo de dizermos Basta!

 

Se não queremos penalizar qualquer mulher nestas condições, não podemos ficar pelas meias tintas!

 

Temos mesmo que decidir a favor da alteração da actual lei.

Não há outra forma de o fazer!

 

Basta de hipocrisia, basta de imoralidade e demagogia!

 

É totalmente inaceitável em democracia, é mesmo intolerável que se possa admitir à “boca das urnas”, que o voto dos portugueses não vale nada, que o referendo não conta para nada.

 

Todos ouvimos, incrédulos, pessoas com responsabilidades públicas e políticas envolverem-se nesta campanha assumindo o voto “NÃO” e, ao mesmo tempo, defenderem uma “engenharia jurídica” na Assembleia da República para suspender a pena prevista no Código Penal”.

 

Mas o voto “NÃO” tem um significado que é este e só este: a não concordância com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez até às dez semanas de gestação, pelo que confirmam, com o seu voto, que às mulheres deve ser aplicada a pena prevista no Código Penal.

 

Haja decência!

Em política não vale tudo!

 

Nem mesmo quando se quer colocar os interesses partidários acima dos interesses da sociedade, da justiça, da democracia!

 

Não se pode impunemente fazer uma proposta que continua a criminalizar as mulheres, para as perdoar a seguir, de forma paternalista, subalternizando-as, atribuindo-lhes um estatuto de menoridade perante a lei, revelando uma condescendência moral inaceitável para a sua dignidade!

 

São pessoas assim que ainda não entenderam que homens e mulheres são seres de corpo inteiro, de igual maturidade e discernimento, de igual capacidade de decisão e condução das suas vidas.

 

Mulheres que não interrompem a gravidez por razões fúteis ou inconscientes.

 

São pessoas assim que não querem trazer as mulheres para o sistema nacional de saúde, onde possam, em condições dignas e iguais, ter acesso a técnicos de saúde que as acompanhem e assistam na sua decisão, que as acompanhem e assistam no seu planeamento familiar.

Esta é a única forma de diminuir progressivamente os casos de gravidezes não desejadas.

 

A quem interessa, afinal, manter o aborto clandestino, tantas vezes um sórdido negócio que exclui e que não previne?

 

Que não promove aquilo que uma sociedade responsável deseja: filhos e filhas desejados, amados, planeados.

 

É tempo de dizer BASTA!

 

É tempo de assumirmos as nossas responsabilidades!

No próximo domingo, é tempo de votarmos SIM!

 

O “SIM” responsável, capaz de fazer toda a diferença!

 Maria Manuela Augusto - Presidente Mulheres Socialistas 


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Miguel Ângelo Valério - Docente do Ensino Superior - Vila Real

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de um espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

IVG – AS MINHAS RAZÕES

 As minhas razões para votar sim à despenalização da interrupção voluntária da gravidez (IVG - ou aborto para não ferir susceptibilidades), são simples, como simples é a questão em referendo, embora muitos pretendam fazer crer o contrário.

Muitos aspectos poderiam ser abordados, mas tentarei centrar-me no que considero essencial, partindo de três (3) pressupostos principais.

 

1. A Liberalização da IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades)

Esta é uma das questões que se coloca actualmente. Muitos defendem que, caso o sim ganhe no dia 11 de Fevereiro, a IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades) vai ficar liberalizada. Errado.

Errado, porque a IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades) é, actualmente em Portugal, livre. Qualquer mulher que opte pela IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades) pode realizá-la. E, como quem a pretende efectuar, a pode executar, chama-se a este facto/situação, liberalização.

A única questão que aqui se coloca é como e onde a mesma é realizada.

 

2. As Condições

Daqui, resultam duas (2) condições: ou (a) está enquadrado nas permissões do actual Código Penal (CP), ou (b) não está enquadrado nas permissões do actual CP.

Se estiver (condição a), será feito em plenas condições de segurança (embora nem sempre assim seja, como verificamos recentemente, numa situação onde, estando em risco a vida de uma mulher, foi obrigada a ir a Espanha…).

Caso não esteja enquadrado no actual CP (condição b), resultam duas (2) sub-condições: (a) existe capacidade financeira ou (b) não existe capacidade financeira.

Se existir capacidade financeira (sub-condição a) a resolução é simples. Num consultório médico da localidade onde vive (ou numa outra mais ou menos perto) ou seguindo as SCUT’s (pagas pelo Estado!!!) até Espanha, onde a IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades) é praticada em total condições de segurança e higiene.

Se não existir essa capacidade financeira (sub-condição b), é que tudo se torna mais complicado. Em casa, sem acompanhamento médico, ou na “casa” de um “entendedor”, com medicamentos, agulhas ou outro método sem o mínimo de condições de higiene e segurança, onde é colocada em risco a saúde (muitas vezes sem regresso) da própria mulher.

 

3. A despenalização da IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades)

É nestas duas últimas, e (na minha opinião) principalmente na última (a não existência de capacidade financeira), que as mulheres são judicialmente perseguidas, julgadas e condenadas pelo sistema judicial português.

Esta situação transforma o julgamento e a condenação (que existe, é escusado mentir descaradamente escondendo este facto) das mulheres que praticam a IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades) numa completa e plena situação de exclusão e descriminação social e económica (para além das outras condições de exclusão já existentes) das mesmas.

Existem, é certo, algumas que não são perseguidas, julgadas e condenadas. Em muitos dos casos, são as mulheres que morrem

 

Algumas Considerações Finais

- Dou (permitam-me a expressão) “de barato” a existência de vida às 10 semanas. Contudo, também existe a mesma vida em situações de violação, de risco de vida para a grávida e de malformação do feto. Aqui será menos vida? Se a vida é igual à de alguém nascido, não deveria ser homicídio. Estas são algumas hipocrisias de alguns defensores do não.

Digo de alguns, porque outros defendem claramente que nestas situações a IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades) não deveria ser permitida, obrigando as mulheres a levarem a gravidez até ao final. E isto é algo que me preocupa, porque acredito que caso o não vença, brevemente teremos este assunto em discussão e, alguns dos actuais argumentos do não, serão idênticos para justificar a total criminalização da IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades).

- Foi aprovada parlamentarmente e promulgada pelo Exmo. Sr. Presidente da República a Procriação Medicamente Assistida, que implica a utilização de embriões humanos para investigação científica. Não vi nenhum dos defensores do não, revoltar-se com esta situação. Isto faz-me pensar que o que está em causa não é a vida do feto, mas a opção da mulher (e de quem mais poderia ser a decisão?).

- Li um post num blog (desculpem mas não sei qual) que, face à igualdade entre homem e mulher neste assunto, questionava (e faço dessa também uma minha questão): Se defendem a igualdade, concordarão certamente que o homem, se justificar com perigo de grave e irreversível lesão para a sua a sua saúde psíquica possa obrigar a mulher a praticar a IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades), certo? É que isto também é igualdade

 

Estarão com razão se disserem que não são estes últimos aspectos que vão a referendo, mas também não é a vida, nem a IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades) em si, mas sim a despenalização desta última.

 

Conclusão

Por todos estes motivos…

Por uma vida desejada…

Por uma sociedade solidária…

Por uma sociedade que não criminalize as mulheres…

Por uma sociedade que não descrimine as mulheres…

Porque o que está realmente em debate é a despenalização…

Porque a liberalização já existe…

Porque a perseguição judicial, julgamento e condenação das mulheres também existe…

 

EU VOTO SIM DIA 11 DE FEVEREIRO

 

Miguel Ângelo F. M. Valério

Licenciado em Trabalho Social

Docente do Ensino Superior

 

http://mvalerioblog.wordpress.com


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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007

Grupo de Jovens Transmontanos

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de um espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

Nós, tal como tu, pensamos o amanhã!

 

Nós votamos não!

 

Carta Aberta aos jovens

 

            Nós, tal como tu, somos jovens e gostamos de sair, estar com os amigos, divertir-nos, tomar um copo, namorar, dançar, ter algum tempo para nós, dedicarmo-nos aos nosso passatempos,.... Enfim! Aproveitar e viver a vida com o melhor que ela tem para nos dar! Recusamos qualquer rótulo que nos tentem colocar, na certeza que é por sermos “todos diferentes, todos iguais” que o mundo ganha côr! É exactamente por isso que decidimos votar “não” no próximo Domingo, porque sabemos que cada um de nós é único e irrepetível!

 

            Nós, tal como tu, vivemos dia-a-dia com as novas tecnologias e avanços científicos que o século XXI nos oferece! Precisamente por isso, assumimos as evidências que as ecografias, as cirúrgias intra-uterinas e que muitos mais instrumentos médicos nos dão sobre a vida que já existe num feto! Se ás dez semanas já existe coração, quem somos nós para o sentenciar a parar de bater?!

 

           Nós, tal como tu, reconhecemos a importância de uma educação sexual informativa que seja eficaz! Por isso mesmo, não compreendemos como se fecham maternidades, se diminui a oferta de pílulas mensais nos centros de saúde ao mesmo tempo que se pretende introduzir o aborto no sistema nacional de saúde. Invertam-se as políticas! Sejamos um país de e com futuro!

 

            Nós, tal como tu, assumimos como nossos valores como a liberdade, a protecção do ser-humano, a irreverência, a responsabilidade. Respondemos não à pergunta do referendo porque o respeito por cada vida é algo de que não abdicamos.

 

            Nós, tal como tu, somos contra radicalismos e manipulação de palavras! O que nos é perguntado dia 11 de Fevereiro é se somos a favor da criação do Direito ao aborto livre até às 10 semanas, sem necessidade de “porquês”. Se o sim vencesse os julgamentos continuariam a existir e já foi até afirmado que a pena seria então para cumprir. Não é isso que queremos. Queremos defender a mulher e a criança, a mãe e o filho.

 

            Nós, tal como tu, participamos no presente com a preocupação de construir um futuro sólido e promissor! Nós, tal como tu, queremos um país moderno que permita a todos a vida! Nós, tal como tu, queremos que o nosso amanhã seja garantido com uma vida melhor, não com boas condições para os nossos não chegarem a ver a luz do dia. Nós, tal como tu, queremos que a nossa geração seja vista como aqueles que se divertem, como os que querem construir um mundo diferente baseado na igualdade e não a geração que permitiu que uns tivessem o direito a nascer, e outros não.

 

            Lançamos o desafio para que tu, tal como nós, votes não no próximo Domingo.

 

Ana Soares,Alexandre Cardoso,Ana Mendonça,Cassiano Trindade,Fábio Fonseca,José Menezes Barbosa,Marília Azevedo,Ricardo Almeida,Ricardo Alves,Ricardo Garcia e Rui Moreira


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Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2007

Capoulas Santos - Euro Deputado

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de um espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

  PELO SIM, COM SERENIDADE E ELEVAÇÃO

 Em primeiro lugar, queria agradecer o convite que este Movimento me fez, na pessoa do meu amigo, Rui Tulik o qual saúdo pela excelente ideia.

A clandestinidade e a humilhação a que estão sujeitas as mulheres portuguesas que se vêm obrigadas a interromper voluntariamente a gravidez não são de modo nenhum compatíveis com o modelo sociedade que em que vivemos.

 

A criminalização da IVG, nos termos em que está contemplada actualmente na legislação portuguesa, é tão absurda como o seriam hoje a manutenção de disposições legais que proibissem o exercício do direito à greve ou a liberdade de expressão ou de associação.

 

As dificuldades que tenho sentido em explicar no Parlamento Europeu o contexto politico em que está a decorrer, em Portugal, a campanha para o referendo de 11 de Fevereiro e os argumentos utilizados por alguns sectores do "Não" só são comparáveis com as que tive quando expliquei aos meus filhos certos aspectos da sociedade portuguesa em que vivi antes do 25 de Abril de 1974.

 

Estou absolutamente convicto da vitória do SIM. A sociedade portuguesa evoluiu muito e o contexto político actual difere muito do de há quase dez anos atrás.

 

Não duvido assim que, quando couber aos meus filhos descrever aos seus este aspecto da sociedade portuguesa de antes de 2007, não deixarão de ser confrontados com as mesmas expressões de espanto e incredulidade que eles manifestaram quando ouviram descrever o Portugal ainda tão próximo e paradoxalmente tão distante que nós, hoje, quase duvidamos que possa ter existido.

 

Não me parece necessário repetir todos os óbvios argumentos que me levam a votar SIM no próximo dia 11 porque estou certo de que a maioria dos portugueses já tem há muito a sua decisão amadurecida.

 

O que me leva a assumir este publico testemunho pelo SIM é a obrigação que sinto de dizer que estou presente em mais uma batalha que estamos a travar para continuar a integrar Portugal no espaço civilizacional que é o seu.

 

Tenho esperança de que, somado ao de muitos e de muitas, este meu simples acto de participação nesta campanha "sui generis" que gostaria pudesse ser serena e esclarecedora, será um contributo mais para derrotar, não os defensores do "Não" porque esses já o tempo derrotou, mas o único adversário que devemos temer: a abstenção.

Vencê-la-emos se formos capazes de conduzir até ao fim uma campanha tão elevada quanto o é a nossa razão.

 

        Capoulas Santos

     (Deputado Europeu)


Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007

Mafalda Carvalho

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de um espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

O Milagre dos Números

 

Um dos últimos argumentos a favor do ‘Não’ no referendo para a despenalização da IVG, tem sido, ultimamente, o de que o número de abortos vai aumentar exponencialmente e também que, de forma mais ou menos consequente, os índices de natalidade vão baixar (mais ou menos, na razão inversa, imagino...).

 

Primeiro, vieram as razões ético-religiosas, que, pelos vistos, já não captam mais apoios, depois os argumentos financeiros (os nossos impostos não podem servir para fazer IVGs), a seguir mostraram-nos ecografias com corações a bater, mais tarde veio a eloquente comparação com a pena capital e até a defesa entusiástica da actual lei (eu pensava que eles se tinham oposto, mas parece que não – esta lei é, afinal, perfeita!), até que agora pouco mais lhes resta do que tirarem da cartola o argumento dos números.

 

A primeira dúvida que este argumento me levanta é a do respeito pelo rigor semântico: quando se fala em ‘aumento’ não temos que pressupor que o número futuro será maior do que o actual?! Pois, também me parece que si... Então, mas isso implica que se conheça o número actual?! Pois... Mas as IVGs praticadas em Portugal são todas clandestinas?! e, mesmo as que são feitas fora do país, também não me parece que constem de nenhum registo estatístico oficial... Logo, o mais que podemos ter é uma estimativa aproximada dos números (a não ser que os Senhores e Senhoras do 'Não' controlem uma espécie de máfia organizada do aborto clandestino e tenham, por isso, números exactos). Também não é difícil supor que essa mesma estimativa esteja subestimada... Logo, quando se comparam valores subdimensionados com números reais, é natural que se verifique um aumento. E por aqui já se começa a evidenciar a honestidade e rigor estatístico do argumento...

 

Mas há mais... Quando se pensa que a despenalização implicará automaticamente um aumento do número de IVGs, temos que admitir que a penalização é o principal factor inibidor da sua prática. Ah!, muito bem!... Temos então umas quantas mulheres, totalmente irresponsáveis e levianas, mas muito medrosas, que, só para não correrem o risco de serem presas, lá vão tendo os filhos (embora sem vontade nenhuma...)... Assim que estas mesmas mulheres (e certamente muitas mais) perceberem que o cutelo da prisão não mais se coloca sobre as suas cabeças, desatarão que nem loucas a interromper voluntariamente as suas gravidezes e, perante tanta animação, até não me custa a crer que engravidem mesmo, de propósito, só para terem o prazer de a seguir provocarem um aborto.  É que para as mulheres, não há melhor coisa no mundo! Mas cuidado, não se atrasem!, porque é só até às 10 semanas!

 

E assim se dá o aumento!

 

Apetece-me perguntar: e os homens?, que mudanças comportamentais lhes provocará a despenalização? (Que disparate o meu! O que é que os homens têm a ver com isto?!)

 

Mafalda Carvalho

 

http://venhammaiscinco.blogs.sapo.pt/


Publicado por mdl às 21:21
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David Sanguinetti - 23 anos - Téc de Informática - Setúbal

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de um espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

Felizmente, faço parte do grupo dos "desorientados" e "hipócritas" do Não.

 

Faço parte do grupo dos "desorientados" e "hipócritas" dos fundadores da

Constituição Portuguesa, e dos criadores da Declaração Universal dos Direitos

do Homem.

 

Na mais completa subversão de valores defendida e vivida por alguns

homens-partido, só posso encarar tais etiquetas como menções honrosas.

 

Avaliando os argumentos que defendem o aborto, por decisão da mulher, num

prazo de 10 semanas, comparticipado pelo Estado, qualquer cidadão

(independentemente da sua cor política ou credo) conclui que não são

suficientemente satisfatórios, face às outras consequências que tal

despenalização acarreta.

 

Será que este governo anda tão preocupado com a saúde das mulheres, aplicando

políticas de encerramento de maternidades e urgências? Não comparticipando

medicamentos nem vacinas contra um cancro? O resto todos sabemos. E sabemos

também que, paradoxalmente, pretendem comparticipar o assassinato de um filho

pela sua própria mãe. Desorientação meus caros senhores?

 

O aborto clandestino é um flagelo. E o legal? Será justo que um cidadão ande a

descontar o dinheiro que desconta no fim do mês para participar dos descuidos

sexuais entre homens e mulheres? "Paga-se no tribunal", dizem adeptos

do "sim". Não é para os tribunais que o comum contribuinte lamenta que o seu

dinheiro vá. Pelo contrário, tendo em conta a forma como anda a Justiça neste

país.

 

Se de facto o Estado pretende gastar algum dinheiro, parece-me bem que seja

gasto com as associações que acolhem os recém-nascidos que os pais não

quiseram/puderam criar, que tantas dificuldades financeiras e logísticas

passam.

Se o Estado pretende reformar a Lei, reforme a Lei da adopção, porque não é

justo que, ao fim de N anos que uma criança tenha sido adoptada, apareça o

pai biológico, e o pai adoptivo seja acusado de sequestro!

 

Se uma mulher que pretende abortar for impelida a dar uma oportunidade à vida

que carrega no ventre, quem sabe se esta vida não pode estudar, ter uma

família, trabalhar, e contribuir para esta sociedade?

Ser-humano já o é. Basta deixá-lo viver.

 

Neste referendo, optarei pelo mal menor.

 

 

David Sanguinetti, Eng.º Tec. de Informática

Setúbal

23 anos

 

 

Voz-off: Dou os meus sinceros parabéns pela iniciativa deste blog. É de louvar

que se dê voz a um lado e outro, para que o exercício do dever cívico seja

feito com mais consciência do impacto da sua decisão. Bravo!


Publicado por mdl às 21:08
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Domingo, 4 de Fevereiro de 2007

Eng.º Carlos Cardoso - Mirandela

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de um espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

Votar no sim não justifica que sejamos a favor do aborto!

 

Basta estar atento às notícias para percebermos que diariamente se realizam interrupções voluntárias da gravidez (em 2005 mais de 3500 mulheres portuguesas abortaram numa clínica de Badajoz). E assim continuará no futuro. Ninguém, nem mesmo os tribunais os poderão fazer parar, visto que, é uma decisão pessoal.

Embora seja pela defesa da vida, em qualquer circunstância, defendo o sim por três razões:

primeira- é duro uma mãe ter que realizar um aborto. Não vale a pena expô-la à tortura do tribunal;

segunda- cada um, em consciência, deve optar se deve ou não realizar um aborto, não é uma decisão colectiva;

terceira- todo o ser vivo que vem ao mundo deve ser amado. Se uma criança não é bem vinda, então, para ser mal tratada e/ou abandonada, mais vale não nascer. Sugiro que vejam as obras sociais que apoiam as crianças sem família ou com família ausente, é muito triste.

A realidade de hoje é a seguinte:

1- não há consultas de planeamento familiar para todas as famílias;

2- existe, ainda hoje, em muitas pessoas, elevado desconhecimentos sobre fertilidade da mulher, sendo por isto extremamente difícil os pais ensinarem os filhos;

3- não está generalizada a educação sexual nas escolas;

4- não existem políticas de apoio à natalidade;

5- não existem politicas que apoiem a adopção;

6- as mulheres da sociedade média a alta fazem os abortos em clínicas no estrangeiros; As mulheres sem recursos fazem-nos em condições de higiene e segurança bastante precárias.

Vamo-nos deixar de hipocrisias, o aborto é um problema de ontem, de hoje e do amanhã, por isso temos que proteger a vida e saúde das mães.

Não à marginalização de, algumas, mulheres porque tiveram de abortar, independetemente das razões, que só a cada um dizem respeitam.

Carlos Cardoso - Mirandela


Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2007

Sessão de Esclarecimento dia 4 em Macedo de Cavaleiros

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de um espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

Chegou este pedido de divulgação:

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 Convidam-se todos os Transmontanos a participar numa Sessão Pública de
Esclarecimento sobre o Referendo à Interrupção Voluntária da Gravidez, com
a presença da Eurodeputada EDITE ESTRELA, que irá decorrer no próximo
domingo, dia 4 de Fevereiro, às 15 horas, no Auditório do Centro Cultural de
Macedo de Cavaleiros. PARTICIPE!


Publicado por mdl às 17:23
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