Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008

Exposição dos 120 anos da Linha do Tua

Bragança-Grijó

LINHA DO TUA

120 ANOS

Exposição de Fotografia - 05 a 31 de Janeiro de 2008 - Forum Theatrum

 Bragança

Uma organização:

Movimento Cívico pela Linha do Tua 


Publicado por mdl às 03:02
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Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

Miguel Ângelo Valério - Docente do Ensino Superior - Vila Real

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de um espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

IVG – AS MINHAS RAZÕES

 As minhas razões para votar sim à despenalização da interrupção voluntária da gravidez (IVG - ou aborto para não ferir susceptibilidades), são simples, como simples é a questão em referendo, embora muitos pretendam fazer crer o contrário.

Muitos aspectos poderiam ser abordados, mas tentarei centrar-me no que considero essencial, partindo de três (3) pressupostos principais.

 

1. A Liberalização da IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades)

Esta é uma das questões que se coloca actualmente. Muitos defendem que, caso o sim ganhe no dia 11 de Fevereiro, a IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades) vai ficar liberalizada. Errado.

Errado, porque a IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades) é, actualmente em Portugal, livre. Qualquer mulher que opte pela IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades) pode realizá-la. E, como quem a pretende efectuar, a pode executar, chama-se a este facto/situação, liberalização.

A única questão que aqui se coloca é como e onde a mesma é realizada.

 

2. As Condições

Daqui, resultam duas (2) condições: ou (a) está enquadrado nas permissões do actual Código Penal (CP), ou (b) não está enquadrado nas permissões do actual CP.

Se estiver (condição a), será feito em plenas condições de segurança (embora nem sempre assim seja, como verificamos recentemente, numa situação onde, estando em risco a vida de uma mulher, foi obrigada a ir a Espanha…).

Caso não esteja enquadrado no actual CP (condição b), resultam duas (2) sub-condições: (a) existe capacidade financeira ou (b) não existe capacidade financeira.

Se existir capacidade financeira (sub-condição a) a resolução é simples. Num consultório médico da localidade onde vive (ou numa outra mais ou menos perto) ou seguindo as SCUT’s (pagas pelo Estado!!!) até Espanha, onde a IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades) é praticada em total condições de segurança e higiene.

Se não existir essa capacidade financeira (sub-condição b), é que tudo se torna mais complicado. Em casa, sem acompanhamento médico, ou na “casa” de um “entendedor”, com medicamentos, agulhas ou outro método sem o mínimo de condições de higiene e segurança, onde é colocada em risco a saúde (muitas vezes sem regresso) da própria mulher.

 

3. A despenalização da IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades)

É nestas duas últimas, e (na minha opinião) principalmente na última (a não existência de capacidade financeira), que as mulheres são judicialmente perseguidas, julgadas e condenadas pelo sistema judicial português.

Esta situação transforma o julgamento e a condenação (que existe, é escusado mentir descaradamente escondendo este facto) das mulheres que praticam a IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades) numa completa e plena situação de exclusão e descriminação social e económica (para além das outras condições de exclusão já existentes) das mesmas.

Existem, é certo, algumas que não são perseguidas, julgadas e condenadas. Em muitos dos casos, são as mulheres que morrem

 

Algumas Considerações Finais

- Dou (permitam-me a expressão) “de barato” a existência de vida às 10 semanas. Contudo, também existe a mesma vida em situações de violação, de risco de vida para a grávida e de malformação do feto. Aqui será menos vida? Se a vida é igual à de alguém nascido, não deveria ser homicídio. Estas são algumas hipocrisias de alguns defensores do não.

Digo de alguns, porque outros defendem claramente que nestas situações a IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades) não deveria ser permitida, obrigando as mulheres a levarem a gravidez até ao final. E isto é algo que me preocupa, porque acredito que caso o não vença, brevemente teremos este assunto em discussão e, alguns dos actuais argumentos do não, serão idênticos para justificar a total criminalização da IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades).

- Foi aprovada parlamentarmente e promulgada pelo Exmo. Sr. Presidente da República a Procriação Medicamente Assistida, que implica a utilização de embriões humanos para investigação científica. Não vi nenhum dos defensores do não, revoltar-se com esta situação. Isto faz-me pensar que o que está em causa não é a vida do feto, mas a opção da mulher (e de quem mais poderia ser a decisão?).

- Li um post num blog (desculpem mas não sei qual) que, face à igualdade entre homem e mulher neste assunto, questionava (e faço dessa também uma minha questão): Se defendem a igualdade, concordarão certamente que o homem, se justificar com perigo de grave e irreversível lesão para a sua a sua saúde psíquica possa obrigar a mulher a praticar a IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades), certo? É que isto também é igualdade

 

Estarão com razão se disserem que não são estes últimos aspectos que vão a referendo, mas também não é a vida, nem a IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades) em si, mas sim a despenalização desta última.

 

Conclusão

Por todos estes motivos…

Por uma vida desejada…

Por uma sociedade solidária…

Por uma sociedade que não criminalize as mulheres…

Por uma sociedade que não descrimine as mulheres…

Porque o que está realmente em debate é a despenalização…

Porque a liberalização já existe…

Porque a perseguição judicial, julgamento e condenação das mulheres também existe…

 

EU VOTO SIM DIA 11 DE FEVEREIRO

 

Miguel Ângelo F. M. Valério

Licenciado em Trabalho Social

Docente do Ensino Superior

 

http://mvalerioblog.wordpress.com


Publicado por mdl às 00:07
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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007

Grupo de Jovens Transmontanos

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de um espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

Nós, tal como tu, pensamos o amanhã!

 

Nós votamos não!

 

Carta Aberta aos jovens

 

            Nós, tal como tu, somos jovens e gostamos de sair, estar com os amigos, divertir-nos, tomar um copo, namorar, dançar, ter algum tempo para nós, dedicarmo-nos aos nosso passatempos,.... Enfim! Aproveitar e viver a vida com o melhor que ela tem para nos dar! Recusamos qualquer rótulo que nos tentem colocar, na certeza que é por sermos “todos diferentes, todos iguais” que o mundo ganha côr! É exactamente por isso que decidimos votar “não” no próximo Domingo, porque sabemos que cada um de nós é único e irrepetível!

 

            Nós, tal como tu, vivemos dia-a-dia com as novas tecnologias e avanços científicos que o século XXI nos oferece! Precisamente por isso, assumimos as evidências que as ecografias, as cirúrgias intra-uterinas e que muitos mais instrumentos médicos nos dão sobre a vida que já existe num feto! Se ás dez semanas já existe coração, quem somos nós para o sentenciar a parar de bater?!

 

           Nós, tal como tu, reconhecemos a importância de uma educação sexual informativa que seja eficaz! Por isso mesmo, não compreendemos como se fecham maternidades, se diminui a oferta de pílulas mensais nos centros de saúde ao mesmo tempo que se pretende introduzir o aborto no sistema nacional de saúde. Invertam-se as políticas! Sejamos um país de e com futuro!

 

            Nós, tal como tu, assumimos como nossos valores como a liberdade, a protecção do ser-humano, a irreverência, a responsabilidade. Respondemos não à pergunta do referendo porque o respeito por cada vida é algo de que não abdicamos.

 

            Nós, tal como tu, somos contra radicalismos e manipulação de palavras! O que nos é perguntado dia 11 de Fevereiro é se somos a favor da criação do Direito ao aborto livre até às 10 semanas, sem necessidade de “porquês”. Se o sim vencesse os julgamentos continuariam a existir e já foi até afirmado que a pena seria então para cumprir. Não é isso que queremos. Queremos defender a mulher e a criança, a mãe e o filho.

 

            Nós, tal como tu, participamos no presente com a preocupação de construir um futuro sólido e promissor! Nós, tal como tu, queremos um país moderno que permita a todos a vida! Nós, tal como tu, queremos que o nosso amanhã seja garantido com uma vida melhor, não com boas condições para os nossos não chegarem a ver a luz do dia. Nós, tal como tu, queremos que a nossa geração seja vista como aqueles que se divertem, como os que querem construir um mundo diferente baseado na igualdade e não a geração que permitiu que uns tivessem o direito a nascer, e outros não.

 

            Lançamos o desafio para que tu, tal como nós, votes não no próximo Domingo.

 

Ana Soares,Alexandre Cardoso,Ana Mendonça,Cassiano Trindade,Fábio Fonseca,José Menezes Barbosa,Marília Azevedo,Ricardo Almeida,Ricardo Alves,Ricardo Garcia e Rui Moreira


Publicado por mdl às 23:59
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