Terça-feira, 23 de Janeiro de 2007

Helena Gregório - Artista Plástica - Mafra

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de uma espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

Eu voto SIM

Eu voto SIM ao direito da liberdade de escolha. As mulheres têm o direito de decidir quantos filhos querem ter (não somos nenhumas máquinas parideiras) e quando querem. O aborto nunca deveria ser referendado, devia ser um direito de saúde pública, porque com lei ou sem lei ele continua a ser feito. A diferença é se houver uma lei, as pessoas podem ser assistidas nos hospitais com muito menos riscos para a saúde; sem gastarem fortunas; sem terem de se endividar para o fazer e sem terem de recorrer a parteiras sem os devidos recursos pondo em risco as suas próprias vidas. É evidente que alguns médicos são contra, não por razões morais mas porque põe em causa um negócio que gere milhões, nas clínicas privadas. Já não se pode ouvir a hipocrisia da igreja, que "a semente é vida" mas esquecem-se do Fruto: são as crianças nos orfanatos; outros maltratados até à morte; famílias que não têm capacidade para amar, alimentar e educar devido à pobreza económica, moral e psicológica. Com estes a igreja não se preocupa.

Quanto ao Sr. Sócrates, que na campanha eleitoral prometeu a despenalização e que tem a maioria para aprovar tudo o que quer, resolve pôr a batata quente nas mãos dos eleitores, fazendo como Pilatos: "daí lavo as minhas mãos". Tinha uma oportunidade para poupar dinheiro, porque um referendo sai caro a todos nós. Andam por aí umas vozes alegando que a despenalização sai muito caro ao país: argumentos hipócritas!

A lei a favor do SIM não obriga ninguém a fazer abortos mas respeita e apoia a decisão de cada um.

O NÃO PROÍBE; CRIMINALIZA; DISCRIMINA; INTIMIDA e é ANTI DEMOCRÁTICO.

Ninguém tem o direito de interferir numa decisão destas, que cabe a cada um decidir e ninguém faz abortos de ânimo leve.

O NÃO À DESPENALIZAÇÃO É UMA VIOLAÇÃO À LIBERDADE.

 Helena Gregório - Artista Plástica - Mafra


Publicado por mdl às 21:22
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5 comentários:
De ANTONIO a 23 de Janeiro de 2007 às 23:54
I V G - Recordar Natália Correia

Agora que temos novo referendo sobre a IVG aqui fica o poema de Natália Correia para recordarmos:
«O acto sexual é para ter filhos» - disse na Assembleia da República, no dia 3 de Abril de 1982, o então deputado do CDS João Morgado num debate sobre a legalização do aborto.

A resposta de Natália Correia, em poema - publicado depois pelo Diário de Lisboa em 5 de Abril desse ano - fez rir todas as bancadas parlamentares, sem excepção, tendo os trabalhos parlamentares sido interrompidos por isso:
Já que o coito - diz Morgado -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;

e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.

Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou - parca ração! -

uma vez. E se a função
faz o órgão - diz o ditado -
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.
( Natália Correia - 3 de Abril de 1982 )


De Pedro Silva a 24 de Janeiro de 2007 às 20:19
as senhoras já ouviram falar em contracepção? Parece que continuamos a viver no portugal de antes do 25 de abril. Parem com as mentiras! Não quero controlar a quantidade de filhos de ninguém! Mas não quero que o dinheiro dos meus impostos seja usado para matar vidas humanas...


De cneves a 25 de Janeiro de 2007 às 18:54
Caro Pedro Silva,
Não sei a idade que tem - nem o assunto é para aqui chamado - mas parece-me que a sua experiência no que ao uso de contraceptivos diz respeito, não será muita...
É que os acidentes acontecem e NÃO HÁ NENHUM CONTRACEPTIVO 100% SEGURO!
Depois, há circuntâncias na vida de uma mulher, que se podem alterar repentinamente e aquela gravidez que era desejada há um mês ou dois atrás, pode deixar de ser possível - na optica da mulher - num dado momento...
..."não quero que o dinheiro dos meus impostos seja usado para matar vidas humanas..." - disse você!
E para salvar vidas humanas? - pergunto eu!
Por exemplo, aquelas mulheres que recorrem actualmente ao aborto clandestino, pondo em risco a própria vida? Não terão elas direito aos "seus" impostos para usufruirem do Serviço Nacional de Saúde?
Depois, é um pouco ...digamos "infantil" a sua afirmação sobre os impostos: - Os impostos deixam de ser "nossos" a partir da altura em que os pagamos - e há tantas utilizações com as quais você seguramente não concorda...
Cumprimentos,
Celestino Neves


De cneves a 25 de Janeiro de 2007 às 19:08
Caro Pedro Silva,
Perdoe-me a franqueza, mas pressinto alguma inexperiência da sua parte no que se refere ao uso dos contraceptivos...
Sabe que não existe nenhum 100% seguro? E se nos cingirmos apenas aos métodos aconselhados pela Igreja, então ainda pior...
Depois, há circunstâncias na vida de uma mulher, que se podem alterar radicalmente (para pior), de um momento para o outro e uma gravidez desejada e considerada possível numa dada altura, pode deixar de o ser um ou dois meses depois - E NÃO ESTOU A FALAR DAQUELA "ACUSAÇÃO" MUITO OUVIDA DA PARTE DO NÃO. " ...AH! AFINAL AGORA JÁ NÃO ME APETECE TER UM FILHO..." porque esses casos, a existirem, serão perfeitamente residuais...
"...não quero que o dinheiro dos meus impostos seja usado para matar vidas humanas..." - disse você!
E para salvar vidas humanas? - pergunto eu...
Por exemplo, as vidas que continuam a perder-se com o recurso ao aborto clandestino! - PORQUE O ABORTO NÃO VAI PASSAR A EXISTIR APENAS NO CASO DO SIM GANHAR... ELE JÁ EXISTE!
Mas deixe lá a questão dos impostos... também já ninguém lhe pergunta nada relativamente às actuais aplicações dos mesmos - e há seguramente muitas com as quais não concorda!
Cumprimentos,
Celestino Neves


De cneves a 25 de Janeiro de 2007 às 19:14
Caro amigo Pedro Silva,
Peço desculpa pelo facto de terem "entrado" dois comentários idênticos...
Tinha feito um e ao gravar apareceu-me uma indicação de erro...
Quando tentei refazer a ideia num outro comentário, acabo por verificar a entrada também do primeiro...
As minhas desculpas pelo lapso desagradável e...olhe, opte por um deles!
Celestino Neves


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