Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2007

Cláudio Anaia - Deputado PS

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de uma espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

Todos sabem qual a minha posição. Sou a favor da VIDA e terminantemente contra o ABORTO! Não se trata de uma questão política, religiosa nem de saúde. Trata-se de Direitos Humanos, de um ser que não se pode defender... afinal... tal como qualquer bebé fora da barriga da mãe nos primeiros anos de vida. Trata-se de um feto que não é um apêndice que se possa retirar apenas porque sim... porque apenas é conveniente e dá jeito à mulher.
Para quem não conhece ou não se lembra, no Julgamento de Nuremberga, os alemães diziam não ter responsabilidade no extermínio dos judeus, porque se tinham limitado a cumprir a lei. Curiosamente, nesses julgamentos os abortos feitos nos campos de concentração foram considerados CRIMES CONTRA A HUMANIDADE! Que estanho, não?

Não posso, em consciência, deixar este assunto em branco! O juramento de Hipócrates, feito pelos médicos, diz: "Guardarei respeito absoluto pela vida humana desde o início, mesmo sob ameaça." Afinal... na IVG quem está sob ameaça de morrer? A mãe, ou o filho?

MAS TEMOS DE ACABAR COM O ABORTO CLANDESTINO....

Claro! Mas despenalização não ajuda em nada à sua abolição. Os números provam que em praticamente todos os países, após a despenalização, não só aumentaram bastante o aborto legal, como não diminuiu o aborto clandestino, pois a lei não combate as suas causas.

A diminuição do aborto passa por medidas reais e positivas de combate às suas causas (pela prevenção através da educação sexual e da educação para uma sexualidade responsável, pelo apoio real às mães grávidas em dificuldade, etc.).

MAS A MULHER NÃO TEM O DIREITO DE USAR O SEU CORPO?
A mulher não tem o direito de dispor do corpo de outro. O bebé é um ser humano único e irrepetível, diferente da mãe e do pai, com um coração que bate desde os 18 dias (quando a mãe ainda nem sabe, muitas vezes, que está grávida), com actividade cerebral visível num electroencefalograma desde as 6 semanas, com as características físicas e muitas características da sua personalidade futura presentes desde o momento da concepção.

A suposta solução dos problemas dum ser humano não pode passar pela morte doutro ser humano. Esse é o erro que está na base de todas as guerras e de toda a violência. A mulher em dificuldade precisa de ajuda positiva para a sua situação. A morte do seu filho será um trauma físico e psicológico que em nada resolve os seus problemas de pobreza, desemprego, falta de informação, etc.…

Deixo-vos algumas questões para ponderarem...
Com liberdade, respondam a estas 10 perguntas. No final, somem os "Sim" e os "Não". Teram descoberto, através deste Exercício de Amor, qual o sentido de voto que a sua consciência lhe pede.

1 - À uma mulher com dificuldades na vida, é a morte do filho que a sociedade oferece?
2 - Liberalizar o aborto torna a sociedade solidária?
3 - A mulher é mais digna, por poder abortar?
4 - Uma sociedade que nega o direito a nascer, respeita os Direitos Humanos?
5 - É maior o direito da mãe a abortar, do que o direito da criança a viver?
6 - Sem razão clínica, abortos são cuidados de saúde?
7 - Concorda que a saúde de outras mulheres fique à espera? (para que o aborto se faça até às 10 semanas)
8 - Aborto "a pedido da mulher". Há filho sem pai?
9 - Quem engravida gera um filho. Mata-se o filho?
10 - É-se mais humano às 10 semanas e 1 dia do que às 10 semanas?


Publicado por mdl às 16:18
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11 comentários:
De Cláudia Silva a 15 de Janeiro de 2007 às 17:14
Mais do que ser a favor do aborto, sou contra as pessoas que, por um capricho próprio, se deixam levar pelo momento e... depois há um resultado indesejado. Dizem que as crianças são o futuro do mundo, mas para isso acontecer há-que haver o minimo de condições. Se neste momento engravidasse, fosse por descuido proprio, fosse por outra razão, eu recorria ao aborto. Mais do que não ter condições financeiras para criar um filho, não tenho condições psicologicas para o criar. Eu, só terei um filho, quando lhe puder oferecer tudo aquilo que tive. Agora pergunto eu.... Se perguntar à, sua mãe, avó, tia ou irmã se já fizeram um aborto e se a resposta fosse afirmativa, o que faria? Você podia ter sido perfeitamente um aborto... Olhe, a minha avó aos 20 abortos deixou de contar.... A escolha é feita por cada um, e cada um sabe os riscos que corre. SIM SIM SIM SIM


De Serena a 15 de Janeiro de 2007 às 21:08
É esclarecedor AQUI e que responsabilidade por muitas vidas !...
http://sendaluz.no.sapo.pt/ABORTONao.htm


De Mário Margaride a 16 de Janeiro de 2007 às 00:01
Caro amigo deputado do PS. Como deve saber, pelo menos tem essa obrigação como deputado. O Referendo, é sobre a despenalização do aborto até ás 10 semanas, em termos gerais. Como sabe na Lei vigente, despenaliza o aborto em situações de excepção até ás 10 semanas. E aí não vejo, a preocupação dos defensores do Não, com a vida humana! Será que só são considerados humanos, os abortos não contemplados na Lei vigente? E os "Legais" não são humanos, para os defensores do Não?
Em que é que ficamos?
Os abortos abrangidos pela actual Lei, ou seja: Má formação, Violação, ou perigo de vida para o feto, ou para a mãe, não são vida humana! Só o são os que ficam de fora desta Lei?
Que moralidade é essa! Existe uma enorme hipocrisia, e contradição de tal ordem...! Que sinceramente, não dá para entender. Ou melhor...dá! É apenas para tapar os olhos, às pessoas menos atentas.

SIM pela despenalização!
Cumprimentos
Mário Margaride


De João C Branco a 3 de Fevereiro de 2007 às 03:11
A um silogismo tão pretensiosamente lúcido não podia faltar a habitual acusação de hipocrisia. O balão pseudo intelectual que mais enche os pretensos defensores da mulher e do seu direito, supra natural, de matarem o filho que viria a nascer.
Quanto á permissa abortos legais ( até às 10 semanas por 3 razões ) não são atacados e são considerados pelos defensores do não seres humanos, logo, não há que atacar qualquer aborto até às 10 semanas invocando que são seres humanos, vejo-a digna de ser inscrita numa parede mestra da filosofia surrealista se fosse possível desordenar a filosofia duma tal maneira.
Como na fase inicial do seu comentário o vejo cuidadoso, perguntando, aparentemente carregado de dúvidas subreptíciamente pré acusatórias:
Será que... ?
E os legais...?
Em que ficamos?
Só o são os que...?
A resposta a quase todas estas questões poderá ser também interrogativa, por exemplo:
Será difícil de atender que os 3 casos já consignados na lei deveriam ser atendíveis ?
Será difícil de perceber que na origem de um deles está a morte inevitável de uma das vidas ?
Que na origem de outra está uma lesão fundamental, iremediável, de uma das partes ?
Que na origem de uma outra, ainda, está uma agressão, uma volência bárbara, que torna a concepção inumanamentenão forçada ?
Se quisessemos tirar conclusões ao nível das que tirou a propósito do que para os defensores do não eram ou não eram " abortos humanos " poderíamos perguntar também confundidos
Será que o senhor concorda que as mulheres podem ser violadas?
Mas como não queremos ser nem primários nem confusionistas, prefiro tentar responder á sua 4ª dúvida existencial, já cima transcrita, a drástica e militarizada Em que ficamos ?
É tão fácil de responder como qualquer das outras: Ficamos mal ! Muito mal mesmo, porque com silogismos destes não se chega a lado nenhum sério.
E muito menos se chega quando, da dúvida abrasileirada " Não dá para entender " o vemos subitamente iluminar-se com um " Ou melhor..dá!" para extrair a conclusão aparentemente clarividente de que o proponente deste forum afirmava o que afirmou " para tapar os olhos às pessoas menos atentas. "
Apesar de não ter o gosto de conhecer o organizador deste forum, onde vim para em navegações cibernéticas deixe-me que lhe diga que me não parece ser essa a intenção dele. Sobretudo porque a pessoas ditas menos atentas é cada vez mais difícil tapar-lhes os olhos.
E aquelas que, por autoexclusão de partes, se consideram, mais atentas, nem sequer é preciso tapar-lhes os olhos. A maior parte das vezes já vêm com eles tapados.


De cneves a 16 de Janeiro de 2007 às 02:49
Caro Deputado do PS,
Eu até compreendo o seu orgulho em se "destacar" daquela que parece ser a tendência progressista maioritária no seu Partido... No meio de pessoas todas "vestidas" de "fato e gravata", você achou que era "giro" vir de t-shirt e jeens!
Mas em substância, o que nos tem a dizer?
É dos que preferem "assobiar para o ar" a propósito da situação actual? Se é, fundamente, se é contra, o que propõe?
Depois, caro Deputado, deixe-me que lhe diga, com argumentação como a que utiliza, percebe-se porque é que os políticos no nosso País, são tão "mal-amados"!
Sabe por acaso qual é a moldura penal para o crime de homicídio?
E para o crime de aborto?
Claro que NÃO SÃO iguais!!! E Porquê?
E vou terminar este comentário, repescando apenas uma pergunta do seu "decálogo":
"concorda que a saúde de outras mulheres fique à espera? (para que o aborto se faça até às 10 semanas)" - Não lhe fica bem usar a mistificação para tentar convencer! Sabe que o chamado "aborto médico" pode ser feito apenas com a a toma de um medicamento ou associação de dois medicamentos?
Já agora, poderia ter posto também uma pergunta sobre os doentes cancerosos em fila de espera para uma cirurgia... Mas qual cirurgia qual carapuça!
Cumprimentos

Celestino Neves


De João Pedro a 17 de Janeiro de 2007 às 16:22
A utilização do facto de no julgamento de Nuremberga os abortos feitos pelos Alemães terem sido considerados crime de guerra e a extrapolação para a situação a referendar não lembraria nem ao diabo.


De cneves a 17 de Janeiro de 2007 às 19:39
Caro Deputado,
Volto ao Contacto só para lhe "lembrar" de chamar "nazi" ao Ministro da Saúde de Portugal, quando começar a cometer "crimes contra a humanidade" - no caso do SIM vencer!
Como dizia o João Pedro no comentário precedente, "não lembraria nem ao diabo..."
Pois lembrou em sua vez ao ilustre Deputado...
E é com "democratas" desbragados assim, que se vai vivendo...
Cumprimentos,
Celestino Neves


De Morte a 17 de Janeiro de 2007 às 21:25
Critério para definir vida: ser que respira.
Definição de feto: cluster de células.
Prioridade: nenhuma mulher que aborte deve ser julgada nunca mais!
Conclusão: liberdade total para destruir o feto até aos 9 meses!
Vota Sim, junta-te ao Esquadrão da Morte.

cena do filme " Sim.Não "


De cneves a 18 de Janeiro de 2007 às 14:55
..."faz a festa, deita os foguetes e apanha as canas..."
Já agora, ria-se também da sua "piada" e... quando tiver tempo e maturidade suficiente, entre no debate...
passe bem,
Celestino Neves


De Pelossim a 18 de Janeiro de 2007 às 18:07
Então os Nazis fizeram abortar as Judias grávidas até às dez (10) semanas e isso foi julgado em Nuremberga?.....


De João A C Branco a 3 de Fevereiro de 2007 às 01:43
Desculpe-me falar em siglas políticas quando se debate uma questão desta dimensão, como é a tentativa de legalizar ( em excesso, porque nos limites do razoável a legislação já existe ) o aborto.
Apenas o faço porque, neste caso, a citação de siglas serve para mostrar que os espíritos e as mentes verdadeiramente livres, quando conservam coragem para intervir em defesa das suas convicções, libertos de todas as baias, políticas, sociais ou administrativas, passam a constituir um exemplo positivo.
E, por isso, merecem ser ouvidos com mais respeito.
Ao que vejo é Deputado pelo PS e foi membro da JS. Eu nunca pertenci ao PS nem à área ideologica onde este se integra, vulgarmente designada por esquerda. Mas, acreditando na justiça social da igreja, sempre me considerei na generalidade, um socialista. E por esse padrão generalista pautei a minha vida e procurei ordenar os objectivos que merecem ser alcançados para o bem comum..
Não acreditando nas falácias e no primarismo rotulativo de direita e esquerda, prefiro considerar-me um tradicionalista, e, paradoxalmente, um revolucionário. Porque nos dias que correm, saber extrair da Tradição, dos valores tradicionais, o que é imutável ou que não deve ser transformável para além dos limites do bom senso, é que poderá e deverá ser a verdadeira Revolução.
Cumprimento-o, por se me ter revelado um Revolucionário. Ao ter a coragem de defender com tanta frontalidade as suas convicções que são também as minhas.
Sem repisar, cumprimento-o por defender que a suposta defesa dos direitos duma futura mãe, para além dos que já existem, não pode significar a morte dum filho que vem a caminho.
Chamem-lhe feto, embrião, ou o que quiserem. Chamem-lhe até mesmo, desprezivelmente, uma " criancinha " como, deixou escapar, atabalhoadamente, na TV uma defensora do sim, mais ou menos velha como eu, mas mais azeda.
Chamem-lhe o que quiserem, e digam que ainda não são o que também quiserem, ou acenem com cepticismos científicos que nos façam crer que ainda não são isto ou aquilo.
Chamem-lhe o que chamarem, digam o que disserem, duvidem do que quiserem, não podem é negar a realidade indesmentível de que são, no mínimo, futuros FILHOS.
Já todos os que aqui deixamos a nossa opinião, defendendo o sim ou o não, o fomos. Filhos ! Fomos fetos, embriões, criancinhas e, como a ninguém foi concedido o direito legal de nos liquidarem, conseguimos tornar-nos filhos crianças, jovens e adultos.
E, como adultos que somos, devemos bater-nos é por conseguir as condições necessárias para que as mulheres, a caminho de ser mães, não tenham que ceder às pressões para matar.
Pressões dos homens que com elas geraram ( não foram elas que o fizeram sózinhas ) os filhos que trazem no ventre, e que se recusem a ser co-responsáveis;
pressões dos maus parentes que se furtem a ser solidários com elas;
pressões de maus patrões que ignorem a dimensão humana dos seus trabalhadores; pressões de políticos ineptos e farisaicos que, incapazes de arranjar prevenções para os problemas emergentes, apenas sabem propor a morte cobarde de uma das partes como solução.
Pressões, enfim, de uma sociedade cada vez mais medíocre e desumanizada, mas que tem a pretensão de se considerar moderna e libertadora.
Para me não alargar mais, parabéns pela sua juvenil forma de defender as suas convicções.
E não ligue a cabotinos que apenas sabem falar em hipocrisia. Mas que chamam interrupção aquilo que só é interrompido para uma das partes.Para a outra é o final. O ponto final parárafo. A morte!
Continue, pois, a defender com a coragem que aqui revela, a Vida.
Se todos tivessem a sua juventude de espírito, provavelmente, teríamos um futuro melhor para o mundo em que vivemos.


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