Domingo, 25 de Fevereiro de 2007

Missa de 7º dia de Ricardo

Realiza-se amanhã dia, 26 de Fevereiro, a missa de 7º dia, do amigo Ricardo, vítima do acidente do Tua. A missa vai decorrer na Igreja de S. Bento, pelas 19:00. Até sempre Ricardo!

Esta foto foi retirada do blog " paradoxis "

http://paradoxis.blogspot.com/

 


Publicado por mdl às 21:12
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Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2007

Agradecimentos

O Movimento Cívico Por Mirandela, agradece a todos aqueles que publicitaram a nossa iniciativa da passada segunda-feira. A todos eles, um muito obrigado. Em especial:

- Vice-Presidente da Câmara Municipal de Mirandela, Eng.º Almor Branco.

- Bar Kaloyro - site oficial.

- Tozé Pimentel - Locutor da Rádio Terra Quente.

- Jornal A Voz do Nordeste.

- Jornal Notícias de Mirandela - Directores Jerónimo e Arnaldo Pinto.

- Rogério Chambel - Jornalista do Correio da Manhã.

- Jornal Diário de Trás-os-Montes on-line.

- site www.trasosmontes.com

A Todos muito Obrigado!

 

 


Publicado por mdl às 20:56
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Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2007

Obrigado aos Mirandelenses

Imagens como esta repetiram-se pela cidade de Mirandela. Hoje, os mirandelenses mostraram-se solidários com as familias das vítimas do acidente do Tua.

 Em artérias como a Rua da República, Av. das Amoreiras, Calçada de S. Cosme, Rua do Tanque, Rua Combatentes da Grande Guerra, Rua Alexandre Herculano, Av. da Galiza. Av. Comunidades Europeias, Rua de S. Bento entre muitas outras, as varandas e janelas estavam com uma ou mais velas. Facto curioso é que foi hoje, dia da vigilia dos mirandelenses, o corpo do nosso amigo Ricardo foi encontrado.

 Paz à sua alma.

 


Publicado por mdl às 21:11
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Hoje, não se esqueça...

Hoje entre as 19:00 e as 20:00, coloque uma vela no parapeito da janela de sua casa. Mostre-se solidário com as vítimas do acidente do Tua.


Publicado por mdl às 16:41
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Quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2007

"Uma Luz pelas vítimas"

O Movimento Cívico Por Mirandela, promove uma onda de solidariedade com as famílias enlutadas e uma homenagem ás vítimas da tragédia do rio Tua. Na próxima segunda-feira, dia 19 de Fevereiro coloque no parapeito da sua janela uma vela entre as 19:00 e as 20:00.

Participe e divulgue!


Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007

O que nos resta...

Porque uma imagem vale mais que mil palavras!

http://www.publico.clix.pt/docs/imagens/Acidentetua/

 

 


Publicado por mdl às 23:11
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Terça-feira, 13 de Fevereiro de 2007

Comunicado - Linha do Tua

Descarrilamento na linha do Tua

 

O Movimento Cívico lamenta o sucedido na passada segunda-feira na linha do Tua. Apresentamos as nossas condolências à família da vítima mortal encontrada no dia de hoje. Este Movimento disponibilizou-se, junto das famílias das vítimas, para ajudar em vários níveis, caso seja necessário. O Movimento Cívico Por Mirandela, está atento à tentativa daqueles, que querem aproveitar este incidente para justificar o encerramento da linha do Tua e irá intervir sempre que esteja em causa a manutenção da linha. Diligenciamos, esta manhã contactos, com vários grupos parlamentares, tendo recebido já a resposta positiva do partido ecologista “Os Verdes” e do Bloco de Esquerda. Apelamos a todos os mirandelenses para que se unam numa onda de solidariedade, neste momento de consternação e dor para o povo de Mirandela.

 

O Presidente do movimento Cívico Por Mirandela

 

Rui Tulik Lopes


Domingo, 11 de Fevereiro de 2007

Resultados Finais por Freguesias do Concelho de Mirandela - FONTE STAPE

RESULTADOS: Abambres
   
   
Inscritos 388  
Votantes 139 35.82%
Em Branco 1 0.72%
Nulos 2 1.44%


Opções Votos %
Sim 47 34.56
Não 89 65.44

RESULTADOS: Abreiro
   
   
Inscritos 353  
Votantes 142 40.23%
Em Branco 2 1.41%
Nulos 2 1.41%


Opções Votos %
Sim 39 28.26
Não 99 71.74

RESULTADOS: Aguieiras
   
   
Inscritos 461  
Votantes 111 24.08%
Em Branco 0 0.00%
Nulos 1 0.90%


Opções Votos %
Sim 36 32.73
Não 74 67.27

RESULTADOS: Alvites
   
   
Inscritos 369  
Votantes 62 16.80%
Em Branco 0 0.00%
Nulos 1 1.61%


Opções Votos %
Sim 37 60.66
Não 24 39.34

RESULTADOS: Avantos
   
   
Inscritos 169  
Votantes 61 36.09%
Em Branco 1 1.64%
Nulos 1 1.64%


Opções Votos %
Sim 15 25.42
Não 44 74.58

RESULTADOS: Avidagos
   
   
Inscritos 342  
Votantes 128 37.43%
Em Branco 4 3.12%
Nulos 0 0.00%


Opções Votos %
Sim 38 30.65
Não 86 69.35

RESULTADOS: Barcel
   
   
Inscritos 221  
Votantes 75 33.94%
Em Branco 0 0.00%
Nulos 0 0.00%


Opções Votos %
Sim 42 56.00
Não 33 44.00

RESULTADOS: Bouça
   
   
Inscritos 422  
Votantes 145 34.36%
Em Branco 0 0.00%
Nulos 0 0.00%


Opções Votos %
Sim 45 31.03
Não 100 68.97

RESULTADOS: Cabanelas
   
   
Inscritos 400  
Votantes 136 34.00%
Em Branco 1 0.74%
Nulos 2 1.47%


Opções Votos %
Sim 54 40.60
Não 79 59.40

RESULTADOS: Caravelas
   
   
Inscritos 312  
Votantes 84 26.92%
Em Branco 2 2.38%
Nulos 1 1.19%


Opções Votos %
Sim 21 25.93
Não 60 74.07

RESULTADOS: Carvalhais
   
   
Inscritos 1366  
Votantes 455 33.31%
Em Branco 3 0.66%
Nulos 1 0.22%


Opções Votos %
Sim 254 56.32
Não 197 43.68

RESULTADOS: Cedães
   
   
Inscritos 598  
Votantes 183 30.60%
Em Branco 3 1.64%
Nulos 1 0.55%


Opções Votos %
Sim 50 27.93
Não 129 72.07

RESULTADOS: Cobro
   
   
Inscritos 266  
Votantes 101 37.97%
Em Branco 1 0.99%
Nulos 0 0.00%


Opções Votos %
Sim 40 40.00
Não 60 60.00

RESULTADOS: Fradizela
   
   
Inscritos 348  
Votantes 139 39.94%
Em Branco 0 0.00%
Nulos 3 2.16%


Opções Votos %
Sim 38 27.94
Não 98 72.06

RESULTADOS: Franco
   
   
Inscritos 333  
Votantes 130 39.04%
Em Branco 2 1.54%
Nulos 1 0.77%


Opções Votos %
Sim 36 28.35
Não 91 71.65

RESULTADOS: Frechas
   
   
Inscritos 1214  
Votantes 526 43.33%
Em Branco 6 1.14%
Nulos 3 0.57%


Opções Votos %
Sim 158 30.56
Não 359 69.44

RESULTADOS: Freixeda
   
   
Inscritos 130  
Votantes 62 47.69%
Em Branco 0 0.00%
Nulos 0 0.00%


Opções Votos %
Sim 19 30.65
Não 43 69.35

RESULTADOS: Lamas de Orelhão
   
   
Inscritos 543  
Votantes 207 38.12%
Em Branco 2 0.97%
Nulos 1 0.48%


Opções Votos %
Sim 67 32.84
Não 137 67.16

RESULTADOS: Marmelos
   
   
Inscritos 212  
Votantes 66 31.13%
Em Branco 1 1.52%
Nulos 0 0.00%


Opções Votos %
Sim 15 23.08
Não 50 76.92

RESULTADOS: Mascarenhas
   
   
Inscritos 730  
Votantes 295 40.41%
Em Branco 3 1.02%
Nulos 3 1.02%


Opções Votos %
Sim 85 29.41
Não 204 70.59

RESULTADOS: Mirandela
   
   
Inscritos 8238  
Votantes 3273 39.73%
Em Branco 40 1.22%
Nulos 25 0.76%


Opções Votos %
Sim 1749 54.52
Não 1459 45.48

RESULTADOS: Múrias
   
   
Inscritos 423  
Votantes 144 34.04%
Em Branco 0 0.00%
Nulos 1 0.69%


Opções Votos %
Sim 24 16.78
Não 119 83.22

RESULTADOS: Navalho
   
   
Inscritos 105  
Votantes 44 41.90%
Em Branco 2 4.55%
Nulos 1 2.27%


Opções Votos %
Sim 24 58.54
Não 17 41.46

RESULTADOS: Passos
   
   
Inscritos 550  
Votantes 199 36.18%
Em Branco 3 1.51%
Nulos 1 0.50%


Opções Votos %
Sim 43 22.05
Não 152 77.95

RESULTADOS: Pereira
   
   
Inscritos 262  
Votantes 120 45.80%
Em Branco 1 0.83%
Nulos 2 1.67%


Opções Votos %
Sim 67 57.26
Não 50 42.74

RESULTADOS: Romeu
   
   
Inscritos 353  
Votantes 153 43.34%
Em Branco 0 0.00%
Nulos

Publicado por mdl às 22:25
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Sábado, 10 de Fevereiro de 2007

Resultados ON-LINE!

No Domingo, logo após o fecho das urnas, vamos revelar, os resultados no concelho de Mirandela, assim que eles forem sendo oficializados. Por passe por cá, neste espaço que é seu!  Aproveite e vote no nosso inquérito!


Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

Rui Tulik Lopes - Presidente do Movimento Cívico Por Mirandela

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de um espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

 SIM OU NÃO, MAS VOTE! 

Em primeiro lugar, queria agradecer ás centenas de pessoas, que nos enviaram as suas palavras sobre o referendo do próximo dia 11 de Fevereiro. Penso, que tenha sido um excelente contributo para a clarificação de argumentos, para que, os portugueses possam decidir em consciência.

Foram várias as personalidades políticas de âmbito regional e até nacional que participaram neste espaço de cidadania que aqui foi criado. O Movimento Cívico, orgulha-se de poder ter sido referência em vários sites e jornais como exemplo de organização para o esclarecimento e para o espaço de debate de ideias. Como Presidente do Movimento Cívico, desde já muito obrigado!

Mas, este assunto, é muito delicado e importante para a sociedade portuguesa. Pessoalmente, irei votar SIM, por diversas razões. Porque entendo que a liberdade individual da mulher não está consagrada na actual e lei. Voto SIM, porque alguns dos argumentos pelo NÃO, não são justos e verdadeiros. Tenho pena que, entre várias personalidades, Bagão Félix, da plataforma Não Obrigado, tenha tido intervenções no mínimo básicas e irreflectidas, sim irreflectidas porque um ex ministro, político activo que nada fez para mudar a actual lei, venha agora falar que a pergunta é enganosa, que tem de se criar políticas pró-natal. Depois, considero de muito mau gosto, quando o Professor Gentil Martins, defensor do NÃO, disse que o problema desta lei era que nenhuma mulher foi presa, e que muitas mereciam estar atrás das grades. Estes comentários no meio de tantos não contribuíram para a elevação que tanto se pediu para o debate deste referendo. E a principal razão do meu voto ser SIM, é porque com esta lei, a mulher que pensa em abortar, não tem como fazer uma análise, se deve ou não abortar. Ou seja, com a nova lei, se a mulher entender abortar, pode, se ela entender parar para pensar, tem com quem falar, de forma livre e sem que para isso tenha de ser discriminada. Poderia estar, aqui mais umas horas para dar mais algumas razões, para o voto no SIM, mas queria aqui deixar um apelo a todos os que passam por este blog. Quer vá votar SIM ou NÃO, vá votar, exerça o acto “sagrado” que o 25 de Abril nos deu de forma livre, vamos participar na vida do nosso país. Vote!

 

 Rui Tulik Lopes

 Presidente do Movimento Cívico Por Mirandela


Publicado por mdl às 00:18
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Manuela Augusto - Pres. Mulheres Socialistas

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de um espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

img102/7140/msfe4.jpg            Pelo Sim!

No próximo Domingo, à pergunta que nos é colocada no referendo, responsavelmente, responderei SIM!

                                                 

Sim, pela democracia, Sim, pela dignidade, Sim, pelo respeito que a consciência individual das mulheres e dos homens nos merecem!

 

Estamos a um passo de mudar uma lei injusta e desajustada, que deixou de conter em si mesma o sentido da justiça, razão crucial e indispensável para ser credível e respeitada.

 

Uma lei que empurra as mulheres para o aborto clandestino e que ainda as julga e condena, humilha e penaliza!

 

Uma lei que coloca as mulheres à mercê da denúncia, do medo, da vergonha e do risco, deixou de cumprir a sua função!

 

O Código Penal, as leis, a justiça devem ajustar-se aos valores civilizacionais que a consciência social e o senso comum das cidadãs e dos cidadãos aceitam como válidos e defensáveis.

 

Podem, então, o estado e a sociedade julgar e condenar uma mulher que não consegue ou não pode assumir uma gravidez que não desejou e que, numa decisão sempre difícil, interrompe essa gravidez até às dez semanas de gestação?

 

Pode o estado, pode a sociedade manter uma norma no código penal desajustada, uma norma injusta e ineficaz que penaliza, enxovalha, expõe e devassa a intimidade destas mulheres, dos seus companheiros, dos seus filhos, da sua família?

 

É tempo de dizermos BASTA!

 

É tempo de mudar esta lei, é tempo de votarmos Sim!

 

A sociedade, o estado, o legislador não podem ignorar os mais de 18 mil abortos clandestinos que se fazem, em Portugal, todos os anos, em condições social e clinicamente desiguais, em face de realidades distintas.

 

Não podemos fazer de conta que não sabemos que, por ano, cerca de 4 mil mulheres portuguesas vão a Espanha, para interromper uma gravidez que não conseguem levar por diante, uma decisão sempre dolorosa e muito ponderada, mas realizada em condições dignas e seguras.

 

Longe do ferrete do crime e do julgamento, da vergonha, da devassa.

 

Não podemos fingir que não sabemos que outras mulheres, porventura as mais pobres e desprotegidas, se sujeitam a tudo o que a clandestinidade comporta, às consequências tantas vezes irreversíveis para a sua vida, ou para o seu futuro, para a sua fertilidade e para a maternidade desejada.

 

Ao votarmos Sim, estamos a dizer que não pactuamos mais com esta injustiça e desigualdade social, com esta clandestinidade, nem com alguns dos interesses que a suportam.

 

É tempo de dizermos Basta!

 

Se não queremos penalizar qualquer mulher nestas condições, não podemos ficar pelas meias tintas!

 

Temos mesmo que decidir a favor da alteração da actual lei.

Não há outra forma de o fazer!

 

Basta de hipocrisia, basta de imoralidade e demagogia!

 

É totalmente inaceitável em democracia, é mesmo intolerável que se possa admitir à “boca das urnas”, que o voto dos portugueses não vale nada, que o referendo não conta para nada.

 

Todos ouvimos, incrédulos, pessoas com responsabilidades públicas e políticas envolverem-se nesta campanha assumindo o voto “NÃO” e, ao mesmo tempo, defenderem uma “engenharia jurídica” na Assembleia da República para suspender a pena prevista no Código Penal”.

 

Mas o voto “NÃO” tem um significado que é este e só este: a não concordância com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez até às dez semanas de gestação, pelo que confirmam, com o seu voto, que às mulheres deve ser aplicada a pena prevista no Código Penal.

 

Haja decência!

Em política não vale tudo!

 

Nem mesmo quando se quer colocar os interesses partidários acima dos interesses da sociedade, da justiça, da democracia!

 

Não se pode impunemente fazer uma proposta que continua a criminalizar as mulheres, para as perdoar a seguir, de forma paternalista, subalternizando-as, atribuindo-lhes um estatuto de menoridade perante a lei, revelando uma condescendência moral inaceitável para a sua dignidade!

 

São pessoas assim que ainda não entenderam que homens e mulheres são seres de corpo inteiro, de igual maturidade e discernimento, de igual capacidade de decisão e condução das suas vidas.

 

Mulheres que não interrompem a gravidez por razões fúteis ou inconscientes.

 

São pessoas assim que não querem trazer as mulheres para o sistema nacional de saúde, onde possam, em condições dignas e iguais, ter acesso a técnicos de saúde que as acompanhem e assistam na sua decisão, que as acompanhem e assistam no seu planeamento familiar.

Esta é a única forma de diminuir progressivamente os casos de gravidezes não desejadas.

 

A quem interessa, afinal, manter o aborto clandestino, tantas vezes um sórdido negócio que exclui e que não previne?

 

Que não promove aquilo que uma sociedade responsável deseja: filhos e filhas desejados, amados, planeados.

 

É tempo de dizer BASTA!

 

É tempo de assumirmos as nossas responsabilidades!

No próximo domingo, é tempo de votarmos SIM!

 

O “SIM” responsável, capaz de fazer toda a diferença!

 Maria Manuela Augusto - Presidente Mulheres Socialistas 


Publicado por mdl às 00:12
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Miguel Ângelo Valério - Docente do Ensino Superior - Vila Real

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de um espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

IVG – AS MINHAS RAZÕES

 As minhas razões para votar sim à despenalização da interrupção voluntária da gravidez (IVG - ou aborto para não ferir susceptibilidades), são simples, como simples é a questão em referendo, embora muitos pretendam fazer crer o contrário.

Muitos aspectos poderiam ser abordados, mas tentarei centrar-me no que considero essencial, partindo de três (3) pressupostos principais.

 

1. A Liberalização da IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades)

Esta é uma das questões que se coloca actualmente. Muitos defendem que, caso o sim ganhe no dia 11 de Fevereiro, a IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades) vai ficar liberalizada. Errado.

Errado, porque a IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades) é, actualmente em Portugal, livre. Qualquer mulher que opte pela IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades) pode realizá-la. E, como quem a pretende efectuar, a pode executar, chama-se a este facto/situação, liberalização.

A única questão que aqui se coloca é como e onde a mesma é realizada.

 

2. As Condições

Daqui, resultam duas (2) condições: ou (a) está enquadrado nas permissões do actual Código Penal (CP), ou (b) não está enquadrado nas permissões do actual CP.

Se estiver (condição a), será feito em plenas condições de segurança (embora nem sempre assim seja, como verificamos recentemente, numa situação onde, estando em risco a vida de uma mulher, foi obrigada a ir a Espanha…).

Caso não esteja enquadrado no actual CP (condição b), resultam duas (2) sub-condições: (a) existe capacidade financeira ou (b) não existe capacidade financeira.

Se existir capacidade financeira (sub-condição a) a resolução é simples. Num consultório médico da localidade onde vive (ou numa outra mais ou menos perto) ou seguindo as SCUT’s (pagas pelo Estado!!!) até Espanha, onde a IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades) é praticada em total condições de segurança e higiene.

Se não existir essa capacidade financeira (sub-condição b), é que tudo se torna mais complicado. Em casa, sem acompanhamento médico, ou na “casa” de um “entendedor”, com medicamentos, agulhas ou outro método sem o mínimo de condições de higiene e segurança, onde é colocada em risco a saúde (muitas vezes sem regresso) da própria mulher.

 

3. A despenalização da IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades)

É nestas duas últimas, e (na minha opinião) principalmente na última (a não existência de capacidade financeira), que as mulheres são judicialmente perseguidas, julgadas e condenadas pelo sistema judicial português.

Esta situação transforma o julgamento e a condenação (que existe, é escusado mentir descaradamente escondendo este facto) das mulheres que praticam a IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades) numa completa e plena situação de exclusão e descriminação social e económica (para além das outras condições de exclusão já existentes) das mesmas.

Existem, é certo, algumas que não são perseguidas, julgadas e condenadas. Em muitos dos casos, são as mulheres que morrem

 

Algumas Considerações Finais

- Dou (permitam-me a expressão) “de barato” a existência de vida às 10 semanas. Contudo, também existe a mesma vida em situações de violação, de risco de vida para a grávida e de malformação do feto. Aqui será menos vida? Se a vida é igual à de alguém nascido, não deveria ser homicídio. Estas são algumas hipocrisias de alguns defensores do não.

Digo de alguns, porque outros defendem claramente que nestas situações a IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades) não deveria ser permitida, obrigando as mulheres a levarem a gravidez até ao final. E isto é algo que me preocupa, porque acredito que caso o não vença, brevemente teremos este assunto em discussão e, alguns dos actuais argumentos do não, serão idênticos para justificar a total criminalização da IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades).

- Foi aprovada parlamentarmente e promulgada pelo Exmo. Sr. Presidente da República a Procriação Medicamente Assistida, que implica a utilização de embriões humanos para investigação científica. Não vi nenhum dos defensores do não, revoltar-se com esta situação. Isto faz-me pensar que o que está em causa não é a vida do feto, mas a opção da mulher (e de quem mais poderia ser a decisão?).

- Li um post num blog (desculpem mas não sei qual) que, face à igualdade entre homem e mulher neste assunto, questionava (e faço dessa também uma minha questão): Se defendem a igualdade, concordarão certamente que o homem, se justificar com perigo de grave e irreversível lesão para a sua a sua saúde psíquica possa obrigar a mulher a praticar a IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades), certo? É que isto também é igualdade

 

Estarão com razão se disserem que não são estes últimos aspectos que vão a referendo, mas também não é a vida, nem a IVG (ou aborto para não ferir susceptibilidades) em si, mas sim a despenalização desta última.

 

Conclusão

Por todos estes motivos…

Por uma vida desejada…

Por uma sociedade solidária…

Por uma sociedade que não criminalize as mulheres…

Por uma sociedade que não descrimine as mulheres…

Porque o que está realmente em debate é a despenalização…

Porque a liberalização já existe…

Porque a perseguição judicial, julgamento e condenação das mulheres também existe…

 

EU VOTO SIM DIA 11 DE FEVEREIRO

 

Miguel Ângelo F. M. Valério

Licenciado em Trabalho Social

Docente do Ensino Superior

 

http://mvalerioblog.wordpress.com


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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007

Grupo de Jovens Transmontanos

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de um espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

Nós, tal como tu, pensamos o amanhã!

 

Nós votamos não!

 

Carta Aberta aos jovens

 

            Nós, tal como tu, somos jovens e gostamos de sair, estar com os amigos, divertir-nos, tomar um copo, namorar, dançar, ter algum tempo para nós, dedicarmo-nos aos nosso passatempos,.... Enfim! Aproveitar e viver a vida com o melhor que ela tem para nos dar! Recusamos qualquer rótulo que nos tentem colocar, na certeza que é por sermos “todos diferentes, todos iguais” que o mundo ganha côr! É exactamente por isso que decidimos votar “não” no próximo Domingo, porque sabemos que cada um de nós é único e irrepetível!

 

            Nós, tal como tu, vivemos dia-a-dia com as novas tecnologias e avanços científicos que o século XXI nos oferece! Precisamente por isso, assumimos as evidências que as ecografias, as cirúrgias intra-uterinas e que muitos mais instrumentos médicos nos dão sobre a vida que já existe num feto! Se ás dez semanas já existe coração, quem somos nós para o sentenciar a parar de bater?!

 

           Nós, tal como tu, reconhecemos a importância de uma educação sexual informativa que seja eficaz! Por isso mesmo, não compreendemos como se fecham maternidades, se diminui a oferta de pílulas mensais nos centros de saúde ao mesmo tempo que se pretende introduzir o aborto no sistema nacional de saúde. Invertam-se as políticas! Sejamos um país de e com futuro!

 

            Nós, tal como tu, assumimos como nossos valores como a liberdade, a protecção do ser-humano, a irreverência, a responsabilidade. Respondemos não à pergunta do referendo porque o respeito por cada vida é algo de que não abdicamos.

 

            Nós, tal como tu, somos contra radicalismos e manipulação de palavras! O que nos é perguntado dia 11 de Fevereiro é se somos a favor da criação do Direito ao aborto livre até às 10 semanas, sem necessidade de “porquês”. Se o sim vencesse os julgamentos continuariam a existir e já foi até afirmado que a pena seria então para cumprir. Não é isso que queremos. Queremos defender a mulher e a criança, a mãe e o filho.

 

            Nós, tal como tu, participamos no presente com a preocupação de construir um futuro sólido e promissor! Nós, tal como tu, queremos um país moderno que permita a todos a vida! Nós, tal como tu, queremos que o nosso amanhã seja garantido com uma vida melhor, não com boas condições para os nossos não chegarem a ver a luz do dia. Nós, tal como tu, queremos que a nossa geração seja vista como aqueles que se divertem, como os que querem construir um mundo diferente baseado na igualdade e não a geração que permitiu que uns tivessem o direito a nascer, e outros não.

 

            Lançamos o desafio para que tu, tal como nós, votes não no próximo Domingo.

 

Ana Soares,Alexandre Cardoso,Ana Mendonça,Cassiano Trindade,Fábio Fonseca,José Menezes Barbosa,Marília Azevedo,Ricardo Almeida,Ricardo Alves,Ricardo Garcia e Rui Moreira


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Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2007

Capoulas Santos - Euro Deputado

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de um espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

  PELO SIM, COM SERENIDADE E ELEVAÇÃO

 Em primeiro lugar, queria agradecer o convite que este Movimento me fez, na pessoa do meu amigo, Rui Tulik o qual saúdo pela excelente ideia.

A clandestinidade e a humilhação a que estão sujeitas as mulheres portuguesas que se vêm obrigadas a interromper voluntariamente a gravidez não são de modo nenhum compatíveis com o modelo sociedade que em que vivemos.

 

A criminalização da IVG, nos termos em que está contemplada actualmente na legislação portuguesa, é tão absurda como o seriam hoje a manutenção de disposições legais que proibissem o exercício do direito à greve ou a liberdade de expressão ou de associação.

 

As dificuldades que tenho sentido em explicar no Parlamento Europeu o contexto politico em que está a decorrer, em Portugal, a campanha para o referendo de 11 de Fevereiro e os argumentos utilizados por alguns sectores do "Não" só são comparáveis com as que tive quando expliquei aos meus filhos certos aspectos da sociedade portuguesa em que vivi antes do 25 de Abril de 1974.

 

Estou absolutamente convicto da vitória do SIM. A sociedade portuguesa evoluiu muito e o contexto político actual difere muito do de há quase dez anos atrás.

 

Não duvido assim que, quando couber aos meus filhos descrever aos seus este aspecto da sociedade portuguesa de antes de 2007, não deixarão de ser confrontados com as mesmas expressões de espanto e incredulidade que eles manifestaram quando ouviram descrever o Portugal ainda tão próximo e paradoxalmente tão distante que nós, hoje, quase duvidamos que possa ter existido.

 

Não me parece necessário repetir todos os óbvios argumentos que me levam a votar SIM no próximo dia 11 porque estou certo de que a maioria dos portugueses já tem há muito a sua decisão amadurecida.

 

O que me leva a assumir este publico testemunho pelo SIM é a obrigação que sinto de dizer que estou presente em mais uma batalha que estamos a travar para continuar a integrar Portugal no espaço civilizacional que é o seu.

 

Tenho esperança de que, somado ao de muitos e de muitas, este meu simples acto de participação nesta campanha "sui generis" que gostaria pudesse ser serena e esclarecedora, será um contributo mais para derrotar, não os defensores do "Não" porque esses já o tempo derrotou, mas o único adversário que devemos temer: a abstenção.

Vencê-la-emos se formos capazes de conduzir até ao fim uma campanha tão elevada quanto o é a nossa razão.

 

        Capoulas Santos

     (Deputado Europeu)


Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007

Mafalda Carvalho

Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de um espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

O Milagre dos Números

 

Um dos últimos argumentos a favor do ‘Não’ no referendo para a despenalização da IVG, tem sido, ultimamente, o de que o número de abortos vai aumentar exponencialmente e também que, de forma mais ou menos consequente, os índices de natalidade vão baixar (mais ou menos, na razão inversa, imagino...).

 

Primeiro, vieram as razões ético-religiosas, que, pelos vistos, já não captam mais apoios, depois os argumentos financeiros (os nossos impostos não podem servir para fazer IVGs), a seguir mostraram-nos ecografias com corações a bater, mais tarde veio a eloquente comparação com a pena capital e até a defesa entusiástica da actual lei (eu pensava que eles se tinham oposto, mas parece que não – esta lei é, afinal, perfeita!), até que agora pouco mais lhes resta do que tirarem da cartola o argumento dos números.

 

A primeira dúvida que este argumento me levanta é a do respeito pelo rigor semântico: quando se fala em ‘aumento’ não temos que pressupor que o número futuro será maior do que o actual?! Pois, também me parece que si... Então, mas isso implica que se conheça o número actual?! Pois... Mas as IVGs praticadas em Portugal são todas clandestinas?! e, mesmo as que são feitas fora do país, também não me parece que constem de nenhum registo estatístico oficial... Logo, o mais que podemos ter é uma estimativa aproximada dos números (a não ser que os Senhores e Senhoras do 'Não' controlem uma espécie de máfia organizada do aborto clandestino e tenham, por isso, números exactos). Também não é difícil supor que essa mesma estimativa esteja subestimada... Logo, quando se comparam valores subdimensionados com números reais, é natural que se verifique um aumento. E por aqui já se começa a evidenciar a honestidade e rigor estatístico do argumento...

 

Mas há mais... Quando se pensa que a despenalização implicará automaticamente um aumento do número de IVGs, temos que admitir que a penalização é o principal factor inibidor da sua prática. Ah!, muito bem!... Temos então umas quantas mulheres, totalmente irresponsáveis e levianas, mas muito medrosas, que, só para não correrem o risco de serem presas, lá vão tendo os filhos (embora sem vontade nenhuma...)... Assim que estas mesmas mulheres (e certamente muitas mais) perceberem que o cutelo da prisão não mais se coloca sobre as suas cabeças, desatarão que nem loucas a interromper voluntariamente as suas gravidezes e, perante tanta animação, até não me custa a crer que engravidem mesmo, de propósito, só para terem o prazer de a seguir provocarem um aborto.  É que para as mulheres, não há melhor coisa no mundo! Mas cuidado, não se atrasem!, porque é só até às 10 semanas!

 

E assim se dá o aumento!

 

Apetece-me perguntar: e os homens?, que mudanças comportamentais lhes provocará a despenalização? (Que disparate o meu! O que é que os homens têm a ver com isto?!)

 

Mafalda Carvalho

 

http://venhammaiscinco.blogs.sapo.pt/


Publicado por mdl às 21:21
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