Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2007

Engº Henrique Pedro - Vale de Salgueiro - Mirandela

 Os artigos expressos neste blog não reproduzem a posição do Movimento. Trata-se apenas de uma espaço de difusão de várias correntes de opinião quer do Sim ou do Não.

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Não à morte da Esperança! Não ao aborto do Futuro!

Esta é a perspectiva de um cidadão, não arregimentado, que não se exime de cumprir o dever cívico e político de votar!

Por mais escarmentado que esteja com a astúcia dos maus governantes que se utilizam de actos eleitorais para, desvirtuando o poder democrático, disfarçar a sua própria incompetência, legalizar negócios imorais e mesmo dissimular verdadeiros crimes.

Nas modernas sociedades, civilizadas e democráticas, todas as mulheres, em idade fértil, de qualquer raça ou religião, credo político ou estrato social, poderão protagonizar actos sexuais, com parceiros masculinos, de qualquer idade, credo político, ou estrato social. Natural será, portanto, que possam engravidar.

Os actos sexuais livremente assumidos, entre homens e mulheres praticam-se por mero prazer, por amor, ou como forma de vida. Nas sociedades modernas, civilizadas e democráticas, os Estados, e todas as instituições democraticamente estabelecidas, promovem a consciencialização cívica plena, que comporta a responsabilização cível, bem como a sanidade de hábitos, usos e costumes, de todos os cidadãos.

 Os ensinamentos e métodos conducentes à prática sexual segura e limpa, chegam hoje a todos os cidadãos, veiculados pelos múltiplos e poderosos meios de comunicação, e os produtos mais adequados estão alcance de todas as bolsas em centros comerciais, farmácias ou meras casas de banho. Ou são distribuídos gratuitamente pelos órgãos do Sistema Nacional de Saúde. Daí que possamos afirmar que, hoje em dia, a mulher só engravida porque o deseja, porque se desleixa ou porque a tal é forçada.

Por outro lado, são múltiplos e diversificados os argumentos utilizados por aqueles que são pró ou contra o aborto: científicos, sociais, políticos, económicos, morais, religiosos e médicos, podendo ser facilmente manipulados ou desvirtuados. A maior parte deles são, todavia, incompreensíveis para a maioria dos cidadãos que decide.

Acresce que, criar um filho que não foi planeado ou desejado, comporta os mesmos incómodos e riscos, para pais e famílias, que aqueles que o filho planeado e desejado, comporta! Assim o nascimento seja assumido!

Em Portugal é já legal abortar, desde 1984, nas situações em que:

- A saúde ou a vida da mãe estão em risco;

- Há malformação do feto;

- Aconteceu violação.

O referendo de 2007 propõe que a mulher possa abortar, até às dez semanas, sem ter de apresentar qualquer razão, nos hospitais públicos ou nas clínicas privadas. Indiferentemente de ter sido violada, de correr risco de vida, de haver malformação do feto, ou de apenas ter sido descuidada ou desleixada!

Mas uma criança é sempre uma esperança, uma promessa de futuro, um potencial herói, santo, artista, operário; um cidadão útil! Independentemente das circunstâncias em que foi gerada!

Assim sendo, porquê não deixar as coisas como estão! Porquê eximir as mães, os pais, as famílias, a sociedade em geral, das responsabilidades, riscos e incómodos inerentes ao acto sublime do Nascimento e da Criação? Porquê promover o desleixo, a irresponsabilidade, a impunidade?

Porquê matar a Esperança? Porquê abortar o Futuro?

 

Eng.º Henrique Pedro - Vale de Salgueiro-Mirandela

Começamos hoje a publicar todos os artigos que nos vão chegando através do e-mail pormirandela@hotmail.com


Publicado por mdl às 01:08
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4 comentários:
De Sergio Neves a 11 de Janeiro de 2007 às 10:06
Concordo inteiramente.

O meu ponto de vista também está detalhado em:

http://so-sal-e-pimenta.blogspot.com/2006/12/poltica-deve-poder-retirar-o-direito.html


De LiLi a 11 de Janeiro de 2007 às 12:14
Tenho de dizer que este artigo fere as pessoas que possam vir a ter de fazer um aborto.

Temos de respeitar as mulher.


De ka a 11 de Janeiro de 2007 às 12:42
Ofende as mulheres??? Desculpe mas não vejo onde.
E o ser humano que elas geraram não conta? Será que é apens visto como um sinal inestéctico que pode ser retirado?...Infelizmente para muitas pessoas parece que sim.
FAla apenas das mulheres mas "esquece" a pessoa que já transportam dentro delas e que tem todo o direito á vida.


De Débora Salgueiro a 15 de Fevereiro de 2007 às 12:09
Uma mulher que luta e defende pelo direito a matar um filho, no lugar a tê-lo e a criá-lo em situações condignas é que não se está a dar ao respeito. E não me venham, sff., com a ladainha de que às 10 semanas não estamos a falar de um filho, mas de uma "coisa", de um ser híbrido, de um feto...se assim for, nos casos em que as mulheres desejem ter os seus filhos, sugiro que passem a dizer "vê a ecografia do meu feto vulgo coisa" ou "sente o meu feto vulgo coisa a dar pontapés". Independentemente da denominação, é incontestável estarmos perante uma vida humana, frágil e indefesa, quanto o é no momento em que nasce, e que tanto tem sido negligenciada. Falta de respeito pela mulher, pelo filho, pela vida foi o resultado do referendo, uma "atitude pilatícia"...lavaram todos as mãos no sangue que irá ser legalmente derramado, de mãe e filho..."Perdoai-lhes Pai, que eles não sabem o que fazem".


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